Criciúma: Sua medula óssea pode salvar uma vida

Criciumense Maristela da Rosa tem leucemia e precisa de um transplante para manter as esperanças e vencer a luta contra o câncer

Foto: Arquivo pessoal
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Foi com lágrimas nos olhos que a técnica em segurança do trabalho Maristela da Rosa viu o banner que a Associação dos Moradores do bairro Ana Maria criou para divulgar a sua situação. Enfrentando uma leucemia, ela precisa com urgência de um transplante de medula óssea compatível, para vencer a luta contra o câncer.

“Eu me emocionei com essa mobilização. Mesmo morando há um ano no bairro, tive um acolhimento muito grande de toda a comunidade”, conta Maristela. A criciumense de 36 anos descobriu no final de 2019 que precisaria enfrentar a leucemia pela segunda vez. “Fiquei 41 dias internada entre outubro e novembro. Atualmente faço consultas no Hospital das Clínicas, em Porto Alegre, todos os meses. E em Criciúma, passo por medicação todos os dias no Hospital São José”, detalha.

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O caso de Maristela é considerado raro pela medicina. Em julho de 2015, ela descobriu a doença ao notar manchas roxas na pele. Na ocasião, 68% das células já tinham o câncer. Até o ano seguinte foram 16 internações, sendo por duas vezes na Unidade de Terapia Intensiva (UTI)

Em 2016, após ficar grávida pela segunda vez, ela obteve a cura depois do nascimento da filha. Os sintomas retornaram três anos depois e deixaram os médicos intrigados. “O exame não mostra a volta da primeira leucemia. É uma nova doença, mas os exames não mostram qual doença é. Se trata de um caso raro”, explica Maristela.

Com o auxílio do Sistema Único de Saúde (SUS), ela conseguiu arcar com todo o tratamento. Na capital gaúcha, ela descobriu a urgência do transplante. Em sua família, nem os pais e nem os três irmãos são compatíveis. “A cada 100 mil doadores, existe a probabilidade de um deles ser compatível. Por isso a doação é importante. Quanto mais pessoas doarem, maiores são as minhas chances”, informa.

Todas as doações de medula óssea são destinadas a um banco de dados mundial. Depois, elas são repassadas aos pacientes que necessitam do transplante e são compatíveis. Não há como fazer uma doação direta à Maristela, mas é importante a conscientização para essa demanda.

Campanha visa desmistificar a doação

“Muita gente não doa por falta de informação. É muito simples, a pessoa recupera a medula no mesmo dia, algo que muitos não sabem”, afirma Juarez de Jesus, presidente da Associação dos Moradores do bairro Ana Maria.

“Nós nos sensibilizamos. Estamos fazendo uma campanha forte no bairro para que as doações aumentem. Queremos fazer uma rede do bem, para que ela possa encontrar a medula compatível logo. E ainda, muito mais vidas podem ser salvas”, destaca Juarez.

Agende um horário no Hemosc

Qualquer um pode ajudar, desde que esteja saudável. São coletadas 10 ml do sangue do doador. Por conta da pandemia de Covid-19, é necessário agendar um horário com antecedência no hemocentro.

“Por enquanto as doações de medula estão sendo feitas apenas junto com a doação de sangue, para termos menos gente no hemocentro. Pedimos que não tragam acompanhante, esteja bem alimentado, e que não tenha qualquer sintoma relacionado ao coronavírus”, assinala a responsável pelo setor de captação do Hemosc de Criciúma, Maria Regina Boteon Buttner.

O horário de funcionamento do Hemosc é das 8h15 às 19h. Em Criciúma, dúvidas podem ser sanadas através do telefone (48) 3444-7400. Em Tubarão, o telefone para contato é o (48) 3626-7383.

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