Criciúma: Sem prazo para a instalação do Sarasul

Tratativas pelo Serviço Aeromédico foram paralisadas devido à pandemia e trocas nas secretarias de Estado

Foto: Divulgação/Saer
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Thiago Oliveira
Criciúma

Após mais de um ano de tratativas, a expectativa era que o Serviço de Atendimento e Resgate Aeromédico do Sul (Sarasul) já estivesse em pleno funcionamento. Tanto que no início de março, pouco antes da pandemia, uma comitiva criciumense já havia se reunido com membros do Governo do Estado para definir os detalhes do convênio. Porém, o Covid-19 e as trocas no alto escalão estadual colocaram o sonho regional em compasso de espera.

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Segundo o novo diretor executivo da Associação dos Municípios da Região Carbonífera (Amrec), o advogado Giovanni Dagostin Marchi, a última reunião havia dado um norte para o projeto. “A gente teve, antes da decretação da quarentena, uma reunião em Florianópolis, junto com o então secretário da Casa Civil, Douglas Borba, o adjunto da Saúde, e outros membros da Polícia Civil. E daquela reunião, ficou definida a criação de um grupo de trabalho. A implantação [do aeromédico] não é uma situação tão simples. Tem alguns protocolos técnicos, que segundo foi passado na época, já estavam sendo construídos. Teve o início, mas não teria tido uma conclusão da definição desses protocolos. E era fundamental para nós, ter esses protocolos. Até se vamos fazer algum tipo de contratação, alguma mão de obra que ficará a cargo dos municípios, para contratar, precisamos ter esses protocolos. Porque não pode contatar qualquer pessoa, qualquer empresa. Demandaria alguma qualificação técnica para desenvolver esse trabalho. E foi feita a criação de um grupo técnico para discutir isso”, explica Marchi, que na ocasião, era o assessor jurídico da Amrec.
Da reunião, realizada no dia 3 de março, ficou combinado um outro encontro, primeiro marcado para a semana seguinte, e depois, transferido para o dia 16. Foi quando estourou a pandemia. “Estava tudo certo, mas no fim de semana anterior teve um comunicado que a reunião havia sido suspensa. Teve a quarentena. e o aeromédico ficou de lado”, revela o diretor executivo da Amrec.

A expectativa é que o assunto volte a ser abordado em breve, porém, com as mudanças nas secretarias de Estado da Saúde e da Casa Civil, muito do trabalho terá que ser refeito. “A gente pretende dar encaminhamento nesta situação, até para não deixar morrer o assunto. Em função dessa situação, ocorreu a suspensão das reuniões e desde então não se trabalhou mais. E hoje tem que resgatar tudo de novo, porque mudou secretário, mas vamos dar um outro encaminhamento”, adianta Marchi.

Mesmo assim, o diretor executivo da Amrec garante que apesar dos atrasos, o Sarasul sairá do papel. “Vai sair. Vai ter que sair. É algo que já foi compromissado pelos prefeitos daqui, então é algo que tem que viabilizar. Além disso, não faz 30 dias, o presidente da Câmara [Tita Belloli, de Criciúma] esteve aqui. A gente já trabalhou nisso. Já sentamos para discutir essa questão e já retomamos este assunto”, completa.

Custo e divisão

Pelas projeções, o serviço custará cerca de R$ 60 mil mensais aos municípios da Amrec, e o valor será dividido de maneira per capita, ou seja, as cidades com maior número de habitantes irão fazer um repasse maior.

Além da Amrec, a aeronave irá cobrir a área das regiões da Associação dos Municípios do Extremo Sul Catarinense (Amesc) e Associação dos Municípios da Região de Laguna (Amurel). No total, são cerca de 50 municípios e mais de 1 milhão de habitantes.

 

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