Criciúma: investidores do Cazaquistão pretendem abrir empresa com foco no reaproveitamento de rejeitos do carvão

Além de combater um problema ambiental da região, empreendimento poderá faturar anualmente R$ 200 milhões

Foto: Arquivo
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Geórgia Gava/Especial
Criciúma

Há quase três anos em discussão, um novo investimento realizado por parte de empresários do Cazaquistão visa implantar em Criciúma, uma empresa com a finalidade de reaproveitar rejeitos do carvão. No momento, para viabilizar o projeto, os membros do grupo buscam por intermédio de uma empresa brasileira, apoio por parte do Governo Municipal e algumas empresas privadas.

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Inúmeros fatores fazem da região um atrativo para esses investidores. Desde as próprias minas de carvão instaladas em diversos municípios, como a própria contribuição através do preço oferecido na energia elétrica. Outro ponto positivo é a distribuição pela importação dos produtos pelo Porto de Imbituba e a Ferrovia Tereza Cristina (FTC). O intuito, a partir da instalação, é produzir através dos rejeitos do minério, um tipo de matéria-prima do aço, o ferro-sílica alumina, que é utilizado principalmente em fundições. “Essa primeira visita foi para analisar os custos e garantias que os investidores precisam. Custos, por exemplo, da energia elétrica, garantia de fornecimento, do rejeito do carvão e quanto custaria o transporte até a ferrovia e o porto. Então, eles vieram apresentar o projeto e complementar com os valores para chegar ao custo real de uma empresa dessas no Brasil, especificamente em Criciúma”, explica o diretor de Desenvolvimento Econômico do município, Claiton Pacheco.

Os investidores já passaram por reuniões com a Cooperativa Pioneira de Eletrificação (Coopera), administradores da região e a Associação Beneficente da Indústria Carbonífera (Satc). De acordo com o engenheiro que acompanha o grupo no Brasil, Enio Santos, ainda há alguns empecilhos para vinda à região Sul. ”A nossa empresa é intermediadora e trouxemos eles para a região. Agora estamos indo atrás de meios privados para poder favorecer este tipo de investimento”, ressalta.

Mais informações sobre a negociação estão publicadas na edição de hoje do Tribuna de Notícias.

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