Criciúma: Hospital de campanha gera gasto de R$ 1,7 milhão

Local de retaguarda contra a pandemia do coronavírus, localizado no Rio Maina, teve investimento de R$ 500 mil a mais do que o projetado

Foto: Lucas Colombo / TN
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Está prevista para a tarde de amanhã, sexta-feira, dia 22, a inauguração oficial do restante da obra no mais novo hospital de retaguarda contra a pandemia do coronavírus, em Criciúma. A antiga Casa de Saúde do Rio Maina foi totalmente reformada e contará com 172 leitos. As primeiras 40 camas-hospitalares estão em funcionamento desde o início de abril. O local não conta com Unidade de Terapia Intensiva (UTI), mas possui uma ala de tratamento semi-intensivo.

Na manhã de ontem, a Comissão de Obras da Câmara Municipal de Vereadores de Criciúma visitou o local. De acordo com o vereador Paulo Ferrarezi (MDB), que faz parte da Comissão para Gastos com o Covid-19, estabelecida pela Câmara confirmou o valor investido: R$ 1.793.412,90. “Isso contando tudo: mão de obra e mobília”, confirma o vereador. Inicialmente, o gasto previsto era de R$ 1,2 milhão.

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A estrutura foi aprovada pelos parlamentares presentes na visita. “Estivemos lá hoje (ontem) pela manhã. E a visita foi boa. Tivemos o acompanhamento de um funcionário da Secretaria de Saúde, que nos mostrou todo o hospital. Ficou tudo muito bem montado. Uma estrutura de primeira qualidade. Ficamos bem impressionados”, explica o vereador Salésio Lima (PSD).

Além do gasto, muitas doações foram realizadas por empresas da cidade: A Imbralit, por exemplo, contribuiu com 2,5 mil telhas. De 84 camas, cerca de 30 foram doadas pela Carbonífera Rio Deserto. “Tomara que não precise ser usado, mas, se precisar, o município de Criciúma está preparado”, confirma Lima.

Local equipado para atendimento

Caso algum paciente precise usar a estrutura, ele estará bem amparado.“Tudo muito bem arrumado. A estrutura física ficou impecável: cama, parte de isolamento, também a oxigenação, tudo dentro do padrão. Salas com cortinas diferenciadas, especiais, para evitar o contágio”, ressalta o vereador Ademir Honorato (MDB).

O legislador defende, inclusive, que o local está pronto para ser um hospital regular, com atendimento não apenas para pacientes com o Covid-19. “A casa ficou ótima: parede, teto, chão, por dentro, por fora, salas, quartos, camas, cozinha… Está um hospital de Classe A. Serve para ser um hospital mesmo”, destaca. “Tem espaçamento, higiene, limpeza… Vi tudo de bom”, completa Honorato. O hospital será diferente dos Centros de Triagem (CTs) e não será um pronto-atendimento, por exemplo.

Uso exclusivo contra o Covid-19

Até o final da pandemia do coronavírus, o local será de uso exclusivo de pacientes da infecção. Essa é a garantia do Secretário Municipal de Saúde, Acélio Casagrande. O aumento no número de casos confirmados da doença, em Criciúma, liga o alerta. A UTI do Hospital São José está praticamente com 50% de ocupação. “O Hospital do Rio Maina continua com a mesma finalidade, desde o início: hospital de retaguarda. Os leitos de internação de UTI estão com praticamente 50% de lotação. Se eles lotarem, os pacientes vão para o Rio Maina”, destaca.

Quando a pandemia terminar, uma nova análise será feita para direcionar o futuro do hospital. “Vai ser o hospital de retaguarda e assim será até o final da pandemia. Esse será o objetivo dele. Se não for ocupado para essa finalidade, será discutido outro encaminhamento para ser dado a ele”, finaliza Casagrande.

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