Criciúma: Estabelecimentos começam a fechar as portas por conta da Covid

No setor alimentício foram dois fechamentos, já o comércio ainda não registra casos

Foto: Lucas Colombo / TN
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Dois conhecidos restaurantes de Criciúma fecharam definitivamente as suas portas devido aos reflexos do coronavírus. A informação é de Valsi Mazzetto, presidente do Sindicato Patronal de Restaurantes, Bares, Hotéis e Similares do Sul Catarinense e da Via Gastronômica.

Segundo Mazzetto, os reflexos da crise já estavam previstos, mas os fechamentos iniciaram nos últimos dias. “Nós tínhamos uma previsão de quebra de algumas empresas em Criciúma, mas nem todos conseguiram se adaptar a essa situação. Os recursos esgotaram e ficamos muito tempo parados”, disse.

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Segundo o presidente, a tendência é que mais empresas fechem suas portas no ramo alimentício. “Até o fim do ano, a tendência é que os números de estabelecimentos fechados aumentem. O recurso que o empresário tem em caixa vai fazê-lo seguir. Até quando, não se sabe, pois estamos em uma fase de muita recessão e de insegurança”, relatou.

Conforme Mazzetto, a autorização para a reabertura não foi ajudou os estabelecimentos. “Mesmo abrindo, o movimento foi muito fraco. Para termos uma noção, o Dia das Mães não foi de grande movimento. Estamos vivendo um momento delicado”, salientou.

Para Ricardo Angelotti, empresário do ramo, a situação ficou insustentável. “Não foi uma decisão fácil, eu empregava 14 pessoas, servia almoço e jantar. Estávamos há anos atuando no ramo, porém tivemos que desistir”, detalhou.

Comércio se mantém

Segundo a presidente da Câmara dos Dirigentes Lojistas (CDL), de Criciúma, Andréa Gazola Salvalaggio, a entidade não foi comunicada sobre fechamentos de associados. “Até o momento não houve fechamentos em Criciúma, mas o sentimento que temos ainda é de muita insegurança. O comércio foi muito afetado, por exemplo, um novo fechamento obrigatório colocaria a vida dos lojistas em risco”, apontou.

Segundo a presidente, o Dia das Mães não foi positivo. “Essa data deu um respiro para o comércio, mas foi muito a baixo comparado ao ano de 2019. Nosso comércio precisa de incentivo do governo. Ouvi que as ofertas hoje a disposição são muito burocráticas. Eu como empresária peguei a linha de crédito da Caixa Econômica Federal, que dispõe sobre a folha de pagamento”, destacou.

O pedido para que a situação não se agrave é de consciência. “Tudo isso ainda gera uma preocupação. Pedimos que os lojistas se adaptem as normativas, bem como os nossos consumidores”, finalizou.

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