Coronavírus: Cenário sombrio para a economia

Com a prorrogação dos decretos estadual e municipal, em Criciúma, aumenta a preocupação com o desempenho da indústria e do comércio na região

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Tiago Monte

Criciúma

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As consequências da pandemia de coronavírus não se refletem apenas na sobrecarga da saúde pública. Os setores econômicos também estão com o “sinal amarelo“ ligado. Isso porque começa hoje a prorrogação dos decretos estadual e municipal, em Criciúma, que proíbe a abertura do comércio considerado não essencial e restringe a atividade das indústrias.

O temor é grande por parte dos empresários. “A gente ainda não tem como mensurar isso, não sei quanto vai custar. Só depois que voltarmos. A gente sabe a importância de ficar em casa, da prevenção, mas também sabemos que teremos consequências”, comenta Andréa Salvalaggio, presidente da Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL) Criciúma. Ela ressalta que não há como saber o que acontecerá com o setor. “Se parar por muito tempo o comércio da cidade, todos perderemos. É difícil saber o que vai acontecer. Esperamos que se resolva da melhor maneira e o mais rápido possível. Ou seja, voltando aos poucos… mas não da para dizer nada, agora vamos cumprir o que está determinado”, resigna-se, Andréa.

A orientação inicial, por parte da Associação Empresarial de Criciúma (Acic), é evitar ao máximo as demissões. “A legislação trabalhista foi flexibilizada, no sentido de fazer redução de jornada, férias coletivas e uma série de medidas que evitem efetivamente as demissões, para que o quadro não seja muito agravado”, explica Moacir Dagostin, presidente da Acic.

O dirigente demonstra preocupação com a construção civil. “É um item muito importante da nossa economia, porque gera muitos empregos. Então, eu fiz contato com o secretário (Paulo) Eli para que o governador volte a analisar novamente essa questão, juntamente com a cadeia de lojas de materiais de construção”, comenta Dagostin, se referindo ao decreto que impede a abertura de comércios considerados não-essenciais .

Para Moacir, é possível que os trabalhadores da construção civil possam trabalhar normalmente, sem correrem o risco de aumentar os números de infecção por coronavírus. “Na construção civil, as pessoas não trabalham em série, uma ‘grudada na outra’. Eles fazem serviços separados. Claro que a gente sugere que se mantenha todas as condições recomendadas em relação a transporte, alimentação e refeitórios. Precisamos de garantia de saúde para todos, como está acontecendo com a industria em geral”, reforça.

Setor têxtil demanda atenção especial 

Um dos ramos mais fortes no Sul de Santa Catarina, o setor têxtil requer maior atenção do presidente da Acic; “Ele (Setor têxtil) vai sofrer bastante com as lojas que estão fechadas. O setor já deu férias coletivas e está bem complicado. A gente pensa que todos juntos, vamos vencer essa. Nós, empresários, temos que buscar uma solução juntos. Uma cadeia em que todos terão que se ajudar”, reforça Dagostin.

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