Começou a 15ª Semana de Meio Ambiente e Valores Humanos da Unesc

Evento segue até sexta-feira com apresentações e debates liderados pela Universidade

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O tema “Reflexões sobre Justiça Ambiental em tempos de Covid-19” pautou o primeiro dia de programação da 15ª Semana de Meio Ambiente e Valores Humanos da Unesc. Com o objetivo de propor debates relacionados à pandemia, o evento promoverá diálogos sobre meio ambiente e espaços de preservação, cenários futuros, comunidades indígenas e o trabalho de catadores de Criciúma e região até a sexta-feira (5).

O primeiro dia de vento foi ministrado pelo presidente da Comissão do Meio Ambiente e Valores Humanos da Universidade, professor Carlyle Torres Bezerra de Menezes, em conjunto com a Professora doutora do Departamento de Análise Geoambiental da Universidade Federal Fluminense, Raquel Giffoni Pinto, na noite de segunda-feira (1º)

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Ao todo, durante os cinco dias, serão 18 representantes de organizações e comunidades do Sul de Santa Catarina, compartilhando reflexões sobre assuntos de relevância social e percepções construídas durante a pandemia. “Por mais de 50 anos, nossa Universidade é guiada em nome da vida. Temos em nossa missão Educar, por meio do ensino, pesquisa e extensão, para promover a qualidade e a sustentabilidade do ambiente de vida. Assim é a nossa Unesc”, destacou o membro da comissão organizadora, João Alberto Ramos Batanolli.

Reflexões sobre Justiça Ambiental em tempos de Covid-19

Com dados e gráficos de pesquisas internacionais, Raquel Giffoni Pinto abordou em sua fala o cenário de desigualdades no que diz respeito ao saneamento básico e no que isso se reflete neste momento de pandemia. Conforme a professora, dados de 2013 apontam que mais de 12 milhões de pessoas não tem acesso a água no Brasil. “Alguns números apontam que já são até 30 milhões e 18 milhões sem esgoto. Diante disso, salientou que uma das indicações da OMS para o combate ao coronavírus é lavar as mãos, mas, na prática, milhões de pessoas não podem fazer isso com segurança”, comentou.

Além de apontar dados que mostram a desigualdade também clara entre brancos e negros nos casos de pessoas que foram infectadas e ainda que morreram vítimas da Covid-19, Rafaela destaca o impacto da pandemia em populações ainda mais vulneráveis, os povos indígenas e quilombola. “A pandemia expõe uma dívida histórica do poder público e dos prestadores de serviços de saneamento com essas populações. É urgente que políticas públicas sejam pensadas para atender essas pessoas absolutamente vulneráveis”, acrescentou.

Neste sentido Rafaela levantou a importância da chamada justiça ambiental, o que, conforme a palestrante, “se trata não apenas de evitar riscos, mas, sim, de garantir um ambiente saudável para todos”. “Infraestrutura adequada, parques, coleta de lixo, água e tratamento de esgoto, são serviços ambientais e que também são desigualmente distribuídos, privilegiando alguns em detrimento de outros”, destacou também.

A Semana

Em um cenário habitual, a Semana de Meio Ambiente e Valores Humanos da Unesc traria uma diversidade de ações no campus, como trilhas, aulas de educação ambiental, atividades no Museu de Zoologia Professora Morgana Cirimbelli Gaidzinski da Universidade, oficinas, diálogos com comunidades indígenas e entrega de plantas para alunos, colaboradores, professores e visitantes da comunidade externa.

Porém, com as atividades suspensas, conforme o presidente da Comissão do Meio Ambiente e Valores Humanos da Universidade, o uso de ferramentas digitais, foi uma proposição para manter a tradição do evento, mas as atividades práticas e que necessitam da presencialidade serão promovidas no decorrer do ano. “A Semana de Meio Ambiente e Valores Humanos é um evento institucional e enraizado em nossa Universidade. Em dois ou três meses, todas aquelas ações presenciais, de grande importância para a Unesc e para a comunidade, terão suas datas marcadas”, explica.

A Semana é realizada tradicionalmente na primeira semana de junho, em comemoração ao Dia Mundial do Meio Ambiente – 5 de junho. “É quando todo o planeta busca refletir sobre suas ações e o futuro do meio ambiente, um momento de muito valor para agora e no futuro”, conclui Menezes.

Confira os temas que ainda serão destaque na programação:

Terça-feira (2/6) – As contribuições da APA da Baleia Franca para o desenvolvimento territorial e os cenários pós-pandemia;

Quarta-feira (3/6) – A questão indígena no atual momento: resistência e sabedoria na luta pelo território e saúde;

Quinta-feira (4/6) – Diálogo Geosocioambiental: Perspectivas para um cenário pós pandemia e os desafios das novas relações em sociedade.

Sexta-feira (5/6) – O trabalho dos catadores, cartoneros e recicladores em tempo de pandemia: visível, invisível, justiça e injustiça ambiental na base da cadeia de reciclagem.

As transmissões das palestras são realizadas pelo YouTube, sempre a partir das 19h. Para acessar os links e mais informações sobre o evento basta acessar a página www.unesc.net/semanademeioambiente2020

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