Bombeiros recomendam cuidado redobrado com as crianças na água

Na região, o caso de afogamento mais recente aconteceu com menina de três anos, no Rio Araranguá

Divulgação Corpo de Bombeiros
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Érik Borges

Criciúma

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Na região abrangida pelo 4º Batalhão do Corpo de Bombeiros, quatro mortes já ocorreram durante a Operação Verão. Dentre elas, uma criança de três anos morreu no Rio Araranguá, em 26 de dezembro. Visando a orientação das crianças, o Corpo de Bombeiros conta com o Projeto Golfinho, que conta com o objetivo de ensinar crianças a prevenirem acidentes aquáticos. Na região da Associação dos Municípios da Região Carbonífera (Amrec) e da Associação dos Municípios do Extremo Sul Catarinense (Amesc), somente nesse verão, mais de 1,1 mil crianças já foram formadas no curso.

O Tenente do Corpo de Bombeiros de Criciúma, Eric Gomes Vamerlati orienta aos pais que prestem muita atenção aos filhos. Segundo ele, a além dos casos de crianças perdidas na praia, os responsáveis pelas crianças devem estar alertas aos perigos apresentados pela água, tanto o mar como lagoas, rios e cachoeiras. “Os pais devem sempre estar próximos e atentos aos seus filhos. Além disso, estar sempre perto de um local guarnecido por guarda-vidas”, explica.

Segundo ele, frequentar lugares onde estejam com indicação de bandeira verde é fundamental para evitar afogamentos. A bandeira verde indica baixo risco de afogamento e mar em boas condições. Já a bandeira amarela indica risco médio de afogamento. Enquanto a bandeira vermelha indica alto risco de afogamento.

Nos primeiros 15 dias de operação na região abrangida pelo 4ª Batalhão do Corpo de Bombeiros, de Passo de Torres até Balneário Rincão, 3,6 mil lesões por água-viva foram registradas. Além disso, 141 mil ações de prevenção foram realizadas pelos guarda-vidas. Ocorrências de crianças perdidas totalizaram 11 casos.

Em nível estadual, 27 pessoas morreram afogadas em menos de um mês (período de 12 de dezembro de 2019 até 5 de janeiro de 2020). Das 27 mortes, 17 foram em água doce e todas em áreas que não havia a presença de guarda-vidas. Já as 10 mortes em água salgada, oito mortes aconteceram em locais em que não havia cobertura de guarda-vidas. Das 27 vítimas fatais, apenas uma era mulher.

Em áreas privativas ocorreram duas mortes por afogamento. Cinco afogamentos seguidos de morte estão sob investigação. Ainda em Santa Catarina, foram contabilizadas ocorrências de 1.252 crianças se perderam dos respectivos responsáveis. As lesões com água-viva totalizam 20 mil casos, enquanto mil salvamentos/resgates aconteceram no estado. No total, 1,8 milhão de prevenções aconteceram em 24 dias de Operação Verão Santa Catarina 2019/2020.

No Brasil, o afogamento é a segunda causa de morte por causa externa entre crianças de 1 a 4 anos, de acordo com levantamento da Sobrasa (Sociedade Brasileira de Salvamento Aquático). Além disso, é a terceira causa de morte na faixa de 5 a 14 anos; e a quarta entre 15 e 19 anos.

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