Aumento do IPTU, sem melhorias na infraestrutura, causa indignação

Reunião com moradores será realizada no salão da Igreja Católica às 10h de domingo, dia 2

Divulgação Esplanada Surf Report
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Érik Borges

Jaguaruna

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Mais de 250 moradores e veranistas de Balneário Esplanada, pertencente ao território do município de Jaguaruna, pretendem se reunir neste domingo, dia 2, às 10h, no salão da Igreja Católica da comunidade. Isso porque eles reivindicam explicações razoáveis a respeito da cobrança extra emitida pela Prefeitura de Jaguaruna, com relação ao IPTU (Imposto Predial e Territorial Urbano). É que o imposto cobrado em janeiro de 2019, teve uma cobrança adicional no mês de dezembro do ano passado, ainda referente a 2019. Um valor extra que, para os moradores, necessita de explicações. De acordo com um dos organizadores da reunião, Everton Cancelier, este primeiro encontro servirá para transmitir aos moradores algumas ações que serão tomadas, além de verificar a legalidade da cobrança.

“Além desse valor extra cobrado no fim do ano, em janeiro de 2020, esse valor adicional foi incorporado ao IPTU deste ano. Algumas pessoas foram surpreendidas com 100% de aumento no imposto”, conta Cancelier. Isso significa que, alguns moradores que pagavam R$ 500 por ano (pago no início de 2019), tiveram taxa de mais R$ 500 em dezembro de 2019, além de R$ 1 mil que precisará ser pago em fevereiro deste ano. “Todos os moradores tiveram essa surpresa, sem explicação nenhuma. O foco é saber o porquê do aumento do IPTU. Depois que a gente esgotar todas as alternativas para ver a legalidade disso, vamos tomar as providências”, explica. Segundo ele, caso o advogado contratado por um dos moradores para analisar o caso indique que a cobrança é permitida, os moradores irão se mobilizar novamente para cobrar melhorias na comunidade.

“Porque não é possível pagar esse valor e não ter melhorias na praia. A praia da Esplanada, a qual eu frequento há muitos anos, conta com calçamento pago pelos próprios moradores. A prefeitura sequer dá manutenção durante o ano. A gente não vê um funcionário da Prefeitura aqui na Esplanada realizando algum tipo de manutenção”, afirma Cancelier. O morador estende o convite a todos que residem e que estão passando o verão no balneário a participarem da reunião. “Quanto mais pessoas, mais força o movimento vai ganhar e mais chance de a gente ter êxito na revisão desses valores” conclui.

De acordo com o morador Bruno Maragno, as pessoas estão indo à Prefeitura cobrar explicações diariamente.”Quando o morador vai na Prefeitura pedir explicação, ninguém sabe explicar direito. Teve casos que aumentou o triplo do IPTU”, conta Maragno. O empresário Henrique Simone, proprietário de um estabelecimento de material de construção, conta que essa cobrança pegou todos de surpresa. “Basicamente, a Prefeitura não realiza nenhuma obra na Esplanada. Eles praticamente só recolhem o lixo e realizam a manutenção da iluminação pública, que inclusive já é muito precária. As lajotas foram pagas pelos proprietários das residências”, destaca.

Segundo ele, que foi questionar a cobrança na Prefeitura, conta que esse valor tido como exorbitante só está sendo praticado nas comunidades de Campo Bom e Esplanada. “Os responsáveis pelo setor da Prefeitura alegam que a alteração no valor começou pela Esplanada e estendida a outras comunidades”, conta. De acordo com ele, na residência de seu pai, o IPTU era de R$ 600, no início de 2019 e foi pago. Em dezembro do mesmo ano, um boleto de R$ 400 chegou à residência de José Simoni. Além disso, em janeiro de 2020, o valor foi incorporado e a cobrança referente a este ano será de R$ 1 mil. “É um absurdo. O aumento no valor é extremamente exagerado”, pontua.

Problemas nas ruas

O problema com as ruas da comunidade em Balneário Esplanada é perceptível através de relatos de moradores locais e veranistas. A moradora Maria Serafina Bitencourt Zilli conta que o estado de precariedade das ruas é cada vez pior. Já a moradora Cecília Carmiato conta que a Rua Geral da Igreja em péssimas condições. Já o ex-residente Rodrigo De Bona conta que ao lado do salão da Igreja Católica, a rua está em péssima situação. “Principalmente ao lado do salão de festas. Simplesmente não temos rua para chegar à beira mar, sem contar o cheiro de esgoto e mosquitos que aqueles valos com água podre ficam criando”, ressalta.

Patricia Lopes, que também mora em Esplanada, conta que na Estrada Geral têm três enormes buracos. “Está praticamente intransitável”, destaca. O morador Rafael Ferrarezi conta que a as ruas que contam com lajotas, foram pagas pelas pessoas que residem na comunidade. “As ruas que estão em melhores condições, são aquelas que tiveram o calçamento pago pelos moradores” pontua.

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