Amrec e Amesc: 16 municípios já registraram homicídios em 2020

As duas regiões totalizam 39 crimes dessa natureza. Na Amrec, apenas quatro cidades não tiveram casos consumados

Lucas Colombo/ Arquivo TN
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Érik Borges
Criciúma/Araranguá

O relatório mensal da Secretaria de Segurança Pública (SSP) do Estado demonstrou, ontem, que dos 27 municípios que compõem a Região Carbonífera (Amrec) e Extremo Sul (Amesc), 16 já tiveram registros de homicídio em 2020. Na Amrec, apenas quatro não tiveram ocorrências de crime consumado contra a vida: Siderópolis, Treviso, Morro da Fumaça e Nova Veneza.

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Já na Amesc, Jacinto Machado, Praia Grande, Timbé do Sul, Meleiro, Ermo, Morro Grande e São João do Sul são os municípios que não registraram homicídios. A cidade que lidera esse ranking negativo da região é Criciúma, com oito mortes por homicídio. Balneário Rincão, Lauro Müller e Orleans, com dois casos cada. Com um homicídio de cada aparecem Cocal do Sul, Forquilhinha, Içara e Urussanga.

Tráfico de drogas

Na Amesc, Araranguá é o município com o maior número: seis. Sombrio e Balneário Arroio do Silva registraram quatro casos cada um. Já Balneário Gaivota teve três homicídios, enquanto Passo de Torres, Turvo, Santa Rosa do Sul e Maracajá tiveram um caso de crime contra a vida consumado por cidade.

“A grande maioria dos homicídios cometidos em Criciúma teve relação com o tráfico de drogas ou disputa envolvendo organização criminosa. Dos oito homicídios sete já foram esclarecidos”, afirma o delegado André Milanese, coordenador da Divisão de Homicídios e Proteção à Pessoa da Polícia Civil de Criciúma.

O único caso ainda não elucidado no município criciumense é o da morte de um rapaz de 18 anos, de identidade não confirmada, que foi assassinado no bairro Santo André, em 26 de julho deste ano. “Ele tinha envolvimento com o tráfico. Fazia quatro dias que ele havia saído do presídio. A morte ocorreu por acerto de contas de tráfico de drogas. A Polícia Civil já tem suspeitos, mas a investigação não está concluída”, ressalta Milanese.

Ferramentas necessárias

Segundo ele, para que se tenha uma boa investigação sobre homicídios, é fundamental que se tenha uma polícia equipada e bem treinada, além de um serviço bem feito pela perícia criminal e sintonia entre a Polícia Civil, Ministério Público e o Poder Judiciário.
No Estado, 453 homicídios foram registrados de janeiro até ontem. Esse número já é superior ao que foi apresentado no mesmo período do ano passado (janeiro a começo de agosto): 402. De janeiro a dezembro de 2019, a Secretaria de Segurança Pública registrou 698 homicídios em Santa Catarina.

Número de homicídios na região

Amrec:
Criciúma: 8
Rincão: 2
Lauro Müller: 2
Orleans: 2
Içara: 1
Cocal do Sul: 1
Forquilhinha: 1
Urussanga: 1

Amesc:
Araranguá: 6
Sombrio: 4
Balneário Arroio do Silva: 4
Balneário Gaivota: 3
Santa Rosa do Sul: 1
Turvo: 1
Passo de Torres: 1
Maracajá: 1

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