Agricultura pujante em terras fumacenses

Hoje o milho é o produto mais plantado, mas no setor há diversidade de culturas

Foto: Lucas Colombo / TN
- PUBLICIDADE -

Morro da Fumaça conta com mais de três mil hectares de área para o plantio de diversas culturas no município, o que comprova que a agricultura é a vocação inicial dos fumacenses.

Segundo a diretora de serviços rurais da Prefeitura de Morro da Fumaça, Patrícia Coral, existem muitas pessoas envolvidas com o setor. “São mais de 500 pessoas, divididas em mais de 260 áreas de atuação. Esse número é expressivo, pois contabilizamos padarias, mercados e outros estabelecimentos que vivem e comercializam focadas nas mais variadas culturas”, disse.

- PUBLICIDADE -

O arroz, que foi o pioneiro produto das lavouras, perdeu espaço e hoje o milho é o mais cultivado. “Existem 297 hectares de milho, 279 hectares de arroz, 155 hectares de sorgo, 80 hectares de feijão e 70 hectares de soja. Valorizamos quem atua na agricultura, pois eles são muito importantes para a nossa cidade, inclusive, temos uma feira que oportuniza a venda destes produtos cultivados em nossas comunidades”, afirma Patrícia.

Hoje, segundo a diretora, o município investe em outros produtos. “Está em andamento um projeto que visa incentivar a produção da aveia, do azevém e também da uva. Queremos com isso dar outras possibilidades para o homem do campo”, conta.

Milho: maior vocação

Claudionir Luiz Cesca trabalha desde criança na roça e planta mais de 10 hectares de milho anualmente. Segundo ele, a vocação, herdada do pai, foi seguida por ele. “Eu nasci e me criei aqui no distrito de Estação Cocal trabalhando com isso, e ser agricultor é muito gratificante. O meu produto é comercializado para uma empresa daqui e eles vendem e utilizo também para consumo próprio, já que tenho animais”, disse.

Segundo Cesca, é preciso acreditar no que se faz. “Eu sou uma pessoa feliz no campo, sempre acreditei na lavoura e agora mais ainda. Mesmo em tempos difíceis, por conta dessa pandemia e da falta de chuva, eu sempre olho para frente com esperança de dias melhores. Todas as culturas que planto conseguiram se desenvolver, mesmo com os problemas”.

Da roça para a mesa

Ednei Milak mora em Linha Torrens e sua história com a agricultura é marcada por idas e vindas. “Eu fiquei até os 17 anos com na roça e depois trabalhei em uma empresa, mas há quatro anos eu iniciei a produção de hortaliças, o que deu muito certo, planto brócolis, salsinha, cebolinha, morango”.

Segundo Milak, trabalhar na roça é sinônimo de alegria. “Representa muito saber que o que eu planto vai para muitas casas. Fico contente quando uma pessoa compra algo da minha lavoura, mais ainda, quando levo esses produtos para fora da cidade, como é meu caso, porque vendo para Cocal do Sul e Criciúma”.

-- PUBLICIDADE --
Compartilhar

NOTA: O TN Sul não se responsabiliza por qualquer comentário postado, certo de que o comentário é a expressão final do titular da conta no Facebook e inteiramente responsável por qualquer ato, expressões, ações e palavras demonstrados neste local. Qualquer processo judicial é de inteira responsabilidade do comentador.