Falta segurança nas estradas

Agências de turismo de Criciúma reivindicam mais tranquilidade para viajar nas rodovias federais.

Foto: Divulgação

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Lucas Renan Domingos

Criciúma

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Acompanhados do presidente da Câmara de Vereadores de Criciúma, Miri Dagostim (PP), representantes de agências de turismo de Criciúma foram até Florianópolis na última terça-feira, reivindicar por maiores seguranças nas rodovias federais. Em abril, um ônibus que levava aproximadamente 20 comerciantes da cidade para São Paulo foi alvo de assaltantes na região de Joinville. O caso repercutiu em todo o Estado. Ocorrências desse tipo têm ganhado frequência no trecho entre Tijucas (SC) e Curitiba (PR).

O fato mais recente que chamou a atenção aconteceu no fim do mês de maio. Três ônibus de Porto Alegre (RS), com destino ao estado paulista, foram assaltados na BR-376. Mais 70 pessoas estavam a bordo dos veículos. O caso aumentou ainda mais o alerta.

“Fomos até a Assembleia Legislativa de Santa Catarina (Alesc) e conversamos com o deputado estadual João Amin (PP), presidente da Comissão de Transportes da Alesc. A maior concentração de empresas desse ramo no estado é aqui na nossa região. Nossa principal preocupação é quanto a integridade física dos passageiros e profissionais. Ainda não houve assassinatos, mas já houve agressões”, relatou o vereador.

Impacto na economia local

Outro ponto destacado na reunião é a questão econômica de Criciúma. “Os comerciantes vão buscar mercadorias e isso prejudica o nosso comércio. Vamos até chamar o CDL (Câmara de Dirigentes Lojistas) para trazê-los para essa discussão também”, acrescentou Dagostim.

A insegurança reflete nos em custos para as empresas. Conforme aponta a sócia de uma agência de turismo de Criciúma, Fabia Oliveira, somente com escolta é gasto aproximadamente R$ 1,5 mil por viagem. “E já pagamos pedágios, taxas e impostos para ter segurança, o que não vem acontecendo”, frisou.

Para agravar a situação, o número de passageiros vem diminuindo. “Esses casos de assaltos afastam nossos clientes. Impac no caixa das empresas que oferecem o serviço. Está difícil manter nosso negócio. Temos que pagar funcionários, fazer manutenções nos veículos, pagar impostos e ainda somos obrigados a conviver com essa insegurança”, afirmou a Fabia.

Valdina Dagostin é proprietária de um comércio de confecção em Criciúma. Ela comenta que nunca foi assaltada, mas sempre que viaja vai apreensiva. “Já tive conhecidos assaltados e realmente é uma sensação de indignação. Não se tem segurança. No trecho da Serra do Paraná é muito perigoso. Quando viajamos já vamos atentos na janela com medo de ser abordados pelos criminosos”, destacou a comerciante.

Ela também tem sido prejudicada pelo aumento nos preços das viagens. “Para cada pessoa, pagamos R$ 50 pela escolta. Em São Paulo, se você paga no cartão, você é cobrado 10% a mais. Então muitos comerciantes levam dinheiro, não adianta. É preciso uma solução urgente. Eles geralmente atiram na direção do motorista. E se acertar algum, o ônibus bater, pode morrer muita gente”, comentou Valdina.

Um primeiro encaminhamento já foi tomado. No dia 1º de julho, será realizada no Plenário da Alesc uma reunião com autoridades responsáveis. “Vamos chamar secretários de Segurança de Santa Catarina e Paraná, deputados federais e senadores, Polícia Rodoviária Federal, CDL e demais órgãos conpetentes para tentar acabar com esse problema”, completou Miri Dagostim.

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