Transplante de rim passa a ser realidade em Criciúma

Atendimentos ambulatoriais do serviço começam a ser realizados na próxima semana no Hospital São José

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O serviço ambulatorial do setor de transplantes de rins do Hospital São José, de Criciúma, inicia as suas atividades na próxima semana. A informação é do secretário municipal de Saúde, Acélio Casagrande, que ontem, com a direção da unidade hospitalar e com o coordenador estadual da SC Transplantes, Joel de Andrade, definiu os últimos detalhes para o serviço.

Com o ambulatório funcionando, a equipe poderá receber potenciais receptores e, caso apareça um doador compatível, o transplante já será possível. Criciúma passará a ser a única cidade do Sul Catarinense a oferecer o serviço, o que significa uma abrangência de aproximadamente um milhão de habitantes.

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“Fizemos a reunião com toda a direção do hospital, com os médicos envolvidos no setor de transplante e com o doutor Joel, que é o coordenador estadual de transplantes. Ficou alinhado que a parte ambulatorial já deve começar na semana que vem e o transplante vai depender de doadores, se tiver doador compatível com a necessidade”, afirma Casagrande.

“Não dá para dizer que o transplante começa semana que vem, porque isso depende de compatibilidade, mas o ambulatório já começa semana vem. A médica já vai poder fazer a triagem para ver quais são aqueles que necessitam de transplante”, acrescenta.

Líder na lista de espera

Segundo dados da SC Transplantes, o rim é o órgão que lidera a lista de espera no estado. No dia 31 de maio de 2019, última atualização da estatística, 416 pessoas aguardavam para receber um novo órgão.

A regulação da doação de órgãos é feita pelo Estado e a prioridade é para os casos mais graves, mas como a vida útil de um órgão é pequena, isso muitas vezes inviabiliza que ele seja transportado para outras cidades. Ter uma equipe para realizar o procedimento em Criciúma pode aumentar as chances de vida daqueles que aguardam na lista.

A autorização do Ministério da Saúde para que o São José pudesse fazer o transplante foi anunciada em janeiro e, desde então, a equipe se prepara para iniciar os atendimentos. De acordo com a responsável técnica pelo serviço no hospital, a médica nefrologista Cassiana Mazon Fraga, ainda não há uma estimativa de quantos transplantes serão realizados por ano, isso só será possível após o início dos procedimentos.

“Nós abrangemos uma população grande na região, sendo que temos na cidade aproximadamente 200 a 300 pacientes em diálise, muitos destes na fila de espera”, observa Cassiana. “Pretendemos nos transformar em um serviço de excelência com um grande volume de pacientes”, complementa.

Matéria completa na edição desta sexta-feira do Tribuna de Notícias. 

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