Projeto popular visa diminuir salários de vereadores e do prefeito

Iniciativa, que está na fase de coleta de assinaturas, propõe reduzir vencimentos dos parlamentares para 2,6 salários mínimos

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Criciúma

Reduzir o salário dos vereadores para a média dos trabalhadores da região, diminuir o número de assessores, e assim, gerar mais de R$ 15 milhões de economia em quatro anos. Esse é o objetivo de uma iniciativa popular que visa angariar assinaturas para que um projeto possa ser protocolado no próximo ano, no Legislativo criciumense. Encabeçado pelo suplente de vereador Diego Goulart (MDB), pelo professor Tiago Colombo e pelo advogado Rafael Vieira, o projeto está na fase de coleta de assinaturas.

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No total, para que a iniciativa avance, é necessária a participação de 7.229 pessoas, o equivalente a 5% do eleitorado de Criciúma.

“A ideia do projeto é fazer o bem para a nossa cidade. Pensar nela como deveria ser pensada. Prefeitos passam, vereadores passam, mas a cidade fica. com toda a certeza, isso vai dar uma qualificada na Câmara de Criciúma”, afirma Colombo.

Foram cerca de 30 dias de elaboração do projeto que determina a redução dos salários de vereadores, assessores, além de prefeito e vice.

“Hoje um vereador em Criciúma ganha na faixa de R$ 9,5 mil. Cada assessor, na faixa de R$ 5,5 mil. Fizemos a conta de quanto isso ia custar ao erário público e o número é astronômico. Então porque não reduzir o salário dos vereadores? Uns falaram um salário mínimo. Outros em R$ 5 mil. Então fomos ver quanto ganha uma pessoa na região. O IBGE diz que um trabalhador ganha em média 2,6 salários em Criciúma. Se quiserem aumentar o salário, que tragam bons projetos, que tragam um aumento de renda para a população. Além disso, teria a redução de dois assessores para um, e ele receberia 70% do valor de um vereador”, explica o professor.

“E o Executivo teria que entrar nesta linha também, afinal de contas, não se pode cobrar só do Legislativo. vimos que o prefeito de Criciúma já abdicou de cerca de 30% do salário no início do mandato. Mas não se sabe se esse valor será mantido para os próximos. Então vamos fazer da mesma forma. Quatro salários regionais para o prefeito, afinal, diferente do vereador que trabalha de fato dois dias por semana, o prefeito trabalha todos os dias, então é justo a remuneração maior. Já o vice, que de fato só deveria assumir quando o prefeito sai de licença, achamos mais justo o salário regional de 2,6 salários mínimos”, completa Colombo.

Confira a matéria completa no Tribuna de Notícias desta terça-feira

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