O primeiro ano de Jair Bolsonaro

Início do mandato do presidente da República foi marcado por polêmicas e reformas com o objetivo de destravar a economia

Foto: Divulgação
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Brasília

O primeiro ano do Governo Bolsonaro foi marcado por polêmicas envolvendo o presidente, e com as reformas que prometem destravar a economia. O primeiro e mais importante capítulo de uma possível transformação foi a aprovação da Reforma da Previdência.

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O governo conseguiu passar no Congresso uma proposta robusta – a previsão é de uma economia de R$ 800 bilhões ao longo de dez anos. Também instituiu idade mínima para a aposentadoria, além de outras mudanças significativas.

Já a reforma tributária, a reforma administrativa e o projeto que vai acelerar as privatizações ficaram para serem apresentados em 2020. Essas propostas também fazem parte do chamado plano de transformação do Estado desenhado pela equipe do ministro Paulo Guedes.

“O personalismo que pontuou a campanha eleitoral fincou raízes no governo. Bolsonaro não está em um partido político, ele é um partido político, tanto que a migração para o novo projeto leva em conta a figura de Bolsonaro. O presidente teve muitas dificuldades para impor o ritmo do novo prometido ao seu governo, na medida em que perdeu muito tempo com questões pequenas, com embates desnecessários e tentativas inflamadas de impor uma postura natural e internacional, que ele poderia alcançar naturalmente com o passar do tempo, mas que resolveu abreviar ao calor das suas sempre incendiárias declarações. Bolsonaro só não teve mais dificuldades para angariar aliados por consequência da sua popularidade, que faz naturalmente a órbita ser carregada de eventuais apoiadores que buscam beber das mesmas fontes de votos. Mas faltou ao seu governo um trabalho mais silencioso que, em médio prazo, poderá faze-lo eficiente. Teve boas posturas do ponto de vista econômico, com uma política claramente liberal e afinada com o projeto político por seu ministro da Economia, principal nome do governo. Sérgio Moro tornou-se uma figura mais discreta que o esperado na medida em que encontrou no próprio presidente, em alguns momentos, um questionador. As relações com o Congresso prosperam pois Bolsonaro encontrou nos presidentes da Câmara e do Senado aliados importantes para a troca de favores de manutenção de poder com base de votos, importante para a governabilidade. Saiu-se bem com as reformas, mas faltou interlocução mais eficiente com a sociedade para expor com mais precisão o que pretende fazer a partir delas. É um governo que tende ao crescimento se desgarrar das discussões de menor teor e de algumas paixões ideológicas que precisam desgrudar da figura presidencial, que precisa estar acima disso”, analisa o jornalista Denis Luciano, colunista do DN A Semana e que tem assinado a página 3 do Tribuna de Notícias durante as férias de Adelor Lessa..

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