Meio ambiente no caminho do Plano Diretor de Içara

Área conhecida pela agricultura familiar é considerada para se tornar de interesse ambiental. Além disso, audiência pública definiu não classificar Ponta do Mato como APA

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Içara

Ao mesmo tempo eu que se encaminha para a reta final, o projeto do novo Plano Diretor de Içara é alvo de uma polêmica. Durante os estudos, os técnicos responsáveis pela iniciativa recomendaram que uma área conhecida pela agricultura familiar fosse considerada de interesse ambiental.

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Na localidade, que fica entre a Primeira Linha e a Segunda Linha, nas proximidades do Santuário do Sagrado Coração de Jesus, possuem dois pequenos rios, que passam até o centro da cidade. “Como é uma área de importância hídrica, os técnicos que fizeram o Plano Diretor entenderam que deveria ser considerada como área de interesse ambiental”, explica o vereador e presidente da Comissão de Acompanhamento, Avaliação e Tramitação do Plano de Diretor, Antonio de Mello (MDB).

Cerca de 200 famílias possuem propriedades rurais na região, com uma plantação bastante diversificada. Entre alguns dos itens produzidos estão milho, morango e hortaliças. Por isso, um grupo de agricultores foi até a Câmara de Vereadores, com o pedido para que não seja afetada pela mudança.

“É uma área com muitos agricultores, e que está havendo uma expansão em função do santuário. Então temos muitos loteamentos ao redor, e temos também um número muito grande de agricultores. Um trabalho de cultivo nesta região. E qual é o medo desses agricultores? É que se essa região seja colocada como área de interesse ambiental, pode restringir algumas atividades que eles executam. Preocupados, eles nos solicitaram que não fizéssemos ali uma área de interesse ambiental, pois já respeitam o código florestal, a questão da distância das nascentes, de distância dos córregos. Já existe um respeito por parte dos agricultores e uma atuação muito forte da Fundai (Fundação do Meio Ambiente de Içara) para proteger. Eles acham que seria injusto ficar com todo o terreno comprometido, já que eles já fazem isso através da fiscalização da Fundai”, explica o vereador.

De acordo com o responsável pelo Plano Diretor, na prática, iriam ocorrer poucas mudanças, caso a área fosse classificada como de interesse ambiental. Mesmo assim, o pedido é pela manutenção da condição atual. “Na minha opinião e de acordo com a opinião dos técnicos, muda muito pouca coisa, mas quando se fala em área de interesse ambiental, vem na cabeça dos agricultores uma área de proteção ambiental, onde se restringe muita coisa, como uso de agrotóxico, manejo do solo. E para evitar essa preocupação, vieram solicitar que não fizéssemos isso”, conta Mello.

“Dos vereadores que estavam presentes, praticamente todos disseram que concordam de retirar. Na minha avaliação, está fora. mas na montagem do projeto, vai ser votado um projeto único, com as emendas. Essa questão entra como emenda no projeto. Retira dali e coloca como área agrícola”, completa.

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