HMISC tem expectativa de novo contrato nos próximos dias

Prazo para que Estado reveja metas ainda não encerrou, mas proposta deve ser enviada antecipadamente

Crédito: Lucas Colombo
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A questão da falta de recursos para cobrir os pagamentos de todos os serviços prestados no Hospital Materno Infantil Santa Catarina (HMISC) deve estar próxima do fim. Essa é a expectativa da direção do Instituto de Desenvolvimento, Ensino e Assistência à Saúde (Ideas), organização social que administra a unidade.

Em meados de julho representantes da Secretaria de Estado da Saúde (SES) estiveram em Criciúma e pediram 30 dias para rever o contrato do hospital, mas a informação é de que as alterações serão apresentadas antes mesmo do prazo.

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“Houve uma movimentação por parte da Secretaria de Saúde do Estado, eles visitaram o hospital, avaliaram o nosso material e esperamos que até sexta-feira (amanhã) ou no máximo no início da próxima semana eles já criem uma proposta para nós, regularizando as metas”, comenta o superintendente do Ideas, Sandro Demétrio.

As metas mencionadas são as estabelecidas no contrato assinado em dezembro do ano passado. Naquele período o HMISC passou a ser de total responsabilidade do Estado, saindo das mãos da Prefeitura de Criciúma. No acordo firmado com o Ideas ficou estabelecido que a SES repassaria R$ 3,2 milhões mensalmente, mediante o cumprimento das metas.

Ocorre que algumas metas ficaram inviáveis de serem atingidas, conforme frisa o vereador Tita Belloli (MDB), que faz parte da Comissão de Avaliação e Fiscalização (CAF) do hospital. O parlamentar comenta em sessões do Legislativo, desde o início do ano, que entre os índices estabelecidos no contrato está a necessidade de que o HMISC atenda pelo menos 30 casos de abuso sexual por mês, o que nem sempre acontece.

Porém, enquanto o hospital não atinge essas metas, o Estado também não repassa 100% do valor pactuado. A média que o Ideas vem recebendo é de 70% do total, mas esse valor não cobre as despesas mensais. O instituto pontua que, ainda que alguns atendimentos não ocorram, muitos por falta de pacientes e casos, a estrutura física e humana está à disposição.

Meta de pagamento integral 

Os técnicos da SES que estiveram em Criciúma receberam do Ideas uma proposta de mudança das metas, alterações feitas de acordo com o dia a dia da unidade, que agora já tem uma maternidade em funcionamento há sete meses. Eles também visitaram o local e analisaram pessoalmente as necessidades.

A partir disso, a direção do instituto espera que o resultado seja a aceitação do pagamento do valor integral do contrato, ou seja, R$ 3,2 milhões. “A nossa expectativa é de que primeiro eles acatem a proposta de metas ou façam pequenos ajustes, porque a nossa proposta acima de tudo beneficia a população com alguns serviços alternativos”, observa Demétrio.

“Em nenhum momento nós estamos propondo entregar menos e receber integral, não é isso. Nós estamos fazendo ajustes de trocas de quantidades e tipos de serviços, então esperamos receber 100% do contrato, que é de R$ 3,2 milhões, e com isso colocar o HMISC em funcionamento de forma plena”, acrescenta o superintendente.

Matéria completa na edição desta quinta-feira do Tribuna de Notícias. 

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