Barragem do Rio do Salto será tema de audiência pública

Etapa faz parte do processo necessário antes do início da busca por recursos para a obra

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Os processos burocráticos e de elaboração de projetos para a construção da Barragem do Rio do Salto, em Timbé do Sul, dependem da realização de uma audiência pública para serem considerados completos. Ainda sem data, mas com a definição de que será realizada em até 30 dias, a audiência já ficou pré-agendada para setembro, em Turvo.

A decisão foi tomada na tarde de sexta-feira, em reunião realizada no Centro de Eventos de Turvo, que contou com a presença da presidente da Companhia Catarinense de Águas e Saneamento (Casan), Roberta Maas dos Anjos. O encontro também teve a participação dos deputados estaduais Rodrigo Minotto (PDT) e Luiz Fernando Vampiro (MDB), além de prefeitos da Região Extremo Sul.

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O objetivo da reunião foi apresentar o andamento do projeto por parte da Casan às lideranças políticas, econômicas e entidades interessadas na obra. “A Casan veio para relatar como foi todo o processo quando recebeu a demanda do Ministério da Integração e do governo estadual. Então, a Casan fez toda a parte do projeto da barragem e de estudo ambiental. Agora saímos daqui para marcar a última audiência, porque todo o processo já foi orientado e instruído pelo Instituto de Meio Ambiente do Estado, o IMA, e deixamos pré-agendada uma audiência pública para daqui a 30 dias”, afirma Roberta.

O encontro da última sexta havia sido articulado pelo deputado Minotto no mês passado, durante visita à sede da Casan, em Florianópolis. “O mais importante ainda é que o IMA já emitiu o parecer final, que estava há quase dois anos lá sem ter a manifestação do órgão, para que pudéssemos, a partir desse processo, agendar a audiência pública que deverá ocorrer no mês de setembro”, pontua Minotto.

Busca pelos recursos 

A construção da Barragem do Rio do Salto é discutida na região desde 2009. Os recursos necessários para a obra chegaram a estar garantidos, mas foram perdidos durante as trocas de governos estadual e federal. A partir da audiência, as lideranças formarão um fórum com o objetivo de captar novamente a verba para tirar a obra do papel.

“Essas obras são maiores, elas chegam a R$ 150 milhões. Esse recurso existia, mas com a mudança de governo estadual e federal agora esse recurso nós não temos mais, então a gente vai ter que conseguir novamente. Vamos ter que buscar junto ao Governo Federal”, declara a presidente da Casan.

O prefeito de Maracajá e presidente da Associação dos Municípios da Região Extremo Sul Catarinense (Amesc), Arlindo Rocha (atualmente sem partido), considerou a reunião de sexta-feira um passo importante para que as entidades possam posteriormente correr atrás dos valores.

“A Casan nos colocou a par de tudo, nós organizamos o fórum de todos esses segmentos, vamos acompanhar a audiência pública que vai ser realizada aqui em Turvo e depois disso vamos fazer um grande fórum de mobilização para a busca desses recursos para a concretização da obra”, afirma Arlindo.

Matéria completa na edição deste fim de semana do Tribuna de Notícias. 

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