Afastado do cargo, Fontanella já entrou com recurso

Prefeito de Lauro Müller foi retirado por até 180 dias, durante as investigações da Operação “Seguindo Rastro”

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Lauro Müller

A semana começou mais movimentada que o normal em Lauro Müller. Na manhã de segunda-feira, o Grupo Especial Anticorrupção (Geac) e o Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (Gaeco) do Ministério Público de Santa Catarina, deflagraram a Operação “Seguindo Rastro”, que investiga possíveis crimes de fraude a licitações, peculato, corrupção ativa e passiva por agentes públicos e empresários, referentes à contratação de empresas de serviço de obras e horas/máquina no município.

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Foram cumpridos nove mandados de busca e apreensão não apenas em Lauro Müller, mas também em Criciúma, Orleans e São José. Mas o maior desdobramento do caso foi o afastamento do prefeito lauromüllense Valdir Fontanella (PP) por até 180 dias e o vice, Pedro Barp (PSB), intimado a assumir o cargo de maneira interina.

Tanto Barp quanto o presidente da Câmara de Vereadores, Luciano Leodato (PSB), foram notificados da decisão da Justiça ainda na manhã de segunda. Já à tarde, foi realizada uma reunião no Legislativo, onde foi cogitada a realização de uma sessão extraordinária para empossar o vice-prefeito, porém, foi informado pelo Tribunal de Justiça de Santa Catarina (TJ-SC), de que não era necessário realizar nenhuma cerimônia formal, já que no entendimento do desembargador José Everaldo Silva, ele é o substituto natural do prefeito.

Vereador explica a situação

Com o silêncio tanto de Fontanella quanto de Barp, sobrou ao vereador Anderson Antonio Bez Batti (PP) informar a situação. Na sessão ordinária da Câmara, o parlamentar pediu o espaço, durante a fala de Ronaldo da Silva (PP), para dar um panorama da situação.

Segundo Bez Batti, Fontanella esteve durante todo o dia em Florianópolis, reunido com os advogados, e já entrou com um recurso para voltar ao cargo. A expectativa é que o recurso seja julgado ainda nesta semana.

O vereador também confirmou que o celular de Fontanella havia sido recolhido pelo Gaeco, e que deve ser devolvido na terça-feira. “A gente vem a público falar que todas as atividades do município continuam de forma permanente, todos os projetos continuam, todas as obras. Tudo o que o município estava fazendo, continua da mesma forma, sob a administração do Pedro Barp. O Valdir hoje não é réu. É apenas investigado. E o Gaeco esteve de uma forma muito educada nas repartições públicas, levando para investigação, licitações que estavam no Portal da Transparência. Precisamos deixar a população ciente que isso é no setor de locação máquinas. As empresas estão colaborando. Todos estão colaborando da melhor forma possível para que isso seja apurado. O que a gente não quer, é que ocorra, como no caso do prefeito de Florianópolis, que teve a imagem denegrida e nada foi provado contra ele. Foi um desgaste político, empresarial, e que isso venha ser resolvido da melhor forma possível e na melhor transparência possível no município de Lauro Müller”, afirmou.

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