Um encontro para celebrar a primavera da vida

Pacientes, familiares e equipe do CER Unesc participam de confraternização

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Criciúma

Um encontro cheio de vida, emoção e significado. Assim foi a Festa da Primavera do CER (Centro Especializado em Reabilitação) da Unesc, que reuniu pacientes e seus familiares e os profissionais que fazem parte da equipe do CER. Com música, dança e um cardápio especialmente preparado, os participantes passaram uma tarde diferente em que a palavra principal foi celebração.

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O CER tem como objetivo assistir a pessoa com deficiência na integralidade de atenção à saúde, a fim de desenvolver o seu potencial físico, psicossocial, profissional e educacional.

“Primavera é tempo de renovação e nós convidamos a todos para renovar o que temos de melhor: o amor”. Com essas palavras, o estudante de Psicologia e um dos organizadores do evento, Lucas Gonçalves, chamou os presentes para desfrutar da melhor maneira o momento.

E os presentes gostaram da sugestão. Apreciaram as apresentações artísticas do grupo de dança do Caps II (Centro de Atenção Psicossocial) de Criciúma, do Grupo Vocal Professor João Monteiro, formado por pacientes do CER e do trio de violonistas Nilton da Silva (ex-paciente do CER), Juares Barbosa e Celso Ramos, que trouxeram algumas das 1500 músicas de seu repertório. Além disso, puderam degustar um cardápio com comidas sem glúten, sem lactose, diet e light, feito por professores e alunos do curso de Nutrição da Universidade e pensado para atender às necessidades dos usuários do Centro de Reabilitação.

Uma das mais animadas da festa era Vera Elaine Zvoboter, que há um ano utiliza os serviços do CER. Após um AVC (Acidente Vascular Cerebral), que ocasionou uma queda e lesões físicas, Vera iniciou tratamentos terapêuticos no CER, com profissionais como fisioterapeuta, neurologista e fonoaudiólogo. Quando estava em estágio avançado de recuperação, sofreu um infarto, teve trombose e embolia pulmonar. “Fiquei cinco dias entre a vida e a morte e consegui sobreviver. Por isso hoje nada mais tira a minha alegria e comemoro cada momento”, afirma. Vera é integrante do Grupo Vocal do CER.

Outra pessoa que celebra a vida é Nilton da Silva, do trio de violonistas que animou a Festa da Primavera. Ele passou um ano em tratamento no CER após ter uma reação a uma vacina que o deixou com partes do corpo paralisadas. “Eu passei seis meses em uma maca sem conseguir ter uma vida normal. Foi o trabalho dos profissionais do CER que me vez voltar a viver e a tocar violão, coisa que fazia desde os 17 anos e não conseguia mais”, conta.

Para a coordenadora do CER Unesc, Mágada Tessmann, a Festa da Primavera veio para marcar positivamente os usuários e familiares do local, celebrar as conquistas e mostrar que há sim o que comemorar, mesmo com tantas adversidades. “Todos nós aqui temos deficiências. Algumas são visíveis e outras não. O que importa é que todos estão vivos e recebendo cuidados adequados. Isso nos coloca todos no mesmo barco e por isso, vamos remar na mesma direção”.

Alunos de Design da Unesc realizam estudos no CER

A Festa da Primavera teve ainda a participação das alunas do curso de Design – ênfase em Projeto de Produtos da Unesc, Nathália Trautmann, da quarta fase, e Camila Villasuso, da sexta fase, que participam do projeto da disciplina de Ergonomia para o desenvolvimento de objetos que facilitem a vida das pessoas com deficiência temporária ou permanente.

O projeto tem a participação de 12 alunos e Nathália e Camila são as responsáveis de acompanhar os atendimentos no CER para observarem o trabalho e as dificuldades e repassar as informações aos colegas. “É emocionante ver a alegria dos pacientes. E é muito gratificante poder colaborar de alguma maneira para a qualidade de vida deles. Além disso, o projeto é uma grande oportunidade para nos desenvolvermos tanto profissional quando pessoalmente”, afirma Nathália.

Camila é argentina e chegou na Unesc em julho de 2019, para passar um ano realizando estudos no curso de Design, através da parceria entre a Unesc e a Universidade de Avellaneda que permite dupla titulação para alunos das instituições que participarem do intercâmbio. Para ela, a participação no projeto com o CER amplia as possibilidades de atuação profissional e o conhecimento sobre design. “Na Argentina não temos a possibilidade de ter contato com esse público durante a formação acadêmica. Precisaríamos ir para outros locais para poder aprender sobre o assunto”.

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