Seis imóveis abandonados serão demolidos em Criciúma

Decretos publicados pelo Município estão relacionados a estruturas que geram riscos à população. Situação semelhante ocorreu no ano passado, no bairro Santa Catarina

Foto: Lucas Colombo/TN
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Criciúma

As marcas da ação do tempo e do vandalismo são evidentes em uma residência localizada no bairro Nossa Senhora da Salete, em Criciúma. Abandonada há aproximadamente 15 anos, segundo a vizinha Zeniria Nascimento de Souza, a casa gera transtornos e insegurança a quem reside nas proximidades. Além de ser transformado, em muitas ocasiões, em depósito de lixo, o imóvel também costuma ser utilizado para o consumo de entorpecentes.

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Conforme Zeniria, às vezes, outra vizinha faz a limpeza do local, para evitar transtornos maiores a quem mora nas proximidades. “É um trabalhão. Na semana passada, chegamos tarde da noite e ali estava cheio de pessoas e tinha uns dois carros, que saíram a mil. Eles vêm fumar e cheirar, porque ali é o ponto. De vez em quando, a polícia é chamada para ir ali”, conta a moradora.

A casa localizada ao lado da Avenida Centenário é um dos seis imóveis abandonados que foram requeridos pela Prefeitura de Criciúma, por meio de decretos publicados no Diário Oficial Eletrônico (DOE) dessa quinta-feira. Com a medida, o Município poderá demolir, limpar e adequar esses locais, pondo um fim aos riscos gerados à população. Os demais estão localizados nos bairros São Luiz, Cruzeiro do Sul, Vila Nova Esperança, Comerciário e Operária Nova.

Medida deliberada por comissão  

A intervenção foi definida pela Comissão de Análise e Gerenciamento de Imóveis Abandonados (Cagim), após meses de monitoramento. “Foram expedidos laudos da Defesa Civil, Polícia Militar e demais órgãos, comprovando o risco e insegurança desses locais. Foram feitas as notificações e aguardadas as datas de defesa prévia dos proprietários. Como as notificações não foram atendidas, foi instaurado o procedimento e deliberado para o Município fazer a limpeza e demolição. Depois o valor vai para o cadastro do imóvel (dívida ativa)”, detalha o chefe da Divisão de Fiscalização Urbana (DFU) de Criciúma, Adriano Batista da Silva.

Por enquanto, ainda não há data definida para as intervenções nesses terrenos. O cronograma será definido pela Secretaria Municipal de Infraestrutura. Essa é a segunda vez que a medida é adotada em Criciúma. A primeira foi em agosto de 2018, quando uma construção abandonada foi colocada abaixo pelas máquinas da Prefeitura, no alto do bairro Santa Catarina.

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Em: Criciúma

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