Padre Vander: Somos livres em nossa mente?

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Somos livres para pensar? Pensamos o que queremos e quando queremos? Alguém pode questionar: “Sou livre em minha mente, meus pensamentos submetem a minha vontade. Será? ”.

O ser humano está condenado a ser livre. Disse Jean Paul Sartre. Um presidiário pode ter seu corpo confinado atrás das grades, mas sua mente é livre para pensar, fantasiar, sonhar, imaginar.

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Se o seu Eu não for treinado para refletir sobre os seus erros, a punição não acontecerá de forma pedagógica. Quem contribui as prisões ao longo da história não estudou o processo de construção de pensamentos, não entendeu que a mente não pode ser aprisionada.

Por que os ditadores caem?  Por que ninguém controla o anseio pela liberdade? Não somos livres como gostaríamos de ser no âmago de nosso intelecto. Os piores cárceres, as piores masmorras, as mais apertadas algemas podem estar dentro de nós.

Milhares de experiências como rejeições, perdas, contrariedades, medos, foram produzidas sem que nós pudéssemos controlá-las, sujeitá-las. Hoje somos adultos, fazemos escolhas, tomamos atitudes, mas são escolhas pautadas no que já temos.

Jesus Cristo a dois mil anos fez algo surpreendente: “PAI; perdoa-lhes, eles não sabem o que fazem”. Mas eles sabiam o que faziam, porém para Jesus o pensamento deles era fruto das escolhas livres, e da cultura tirânica. Cumpriam ordens, não eram autônomos, donos de seus destinos. Eram prisioneiros.

Na cultura de Jesus, na Galiléia, por detrás de uma pessoa que fere, há sempre uma pessoa ferida. Jesus Cristo se protegia, pensando desta forma.

Quem gosta de sofrer? De se angustiar? Quem sofre por antecipação? Sofremos por que o nosso Eu é livre para pensar, para organizar.

O nosso Eu é capaz de guardar alegrias e ódio. Se você detesta alguém tenha certeza de que ele dormirá com você e estragará o seu sono.

 

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Por: Redação
Em: Criciúma

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