Inicia a campanha salarial dos ceramistas

Negociações seguem entre os representantes dos trabalhadores e as empresas

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Criciúma

Já começou a negociação entre os representantes do setor cerâmico e as empresas pela campanha salarial. Os profissionais já realizaram a assembleia, onde definiram a pauta de reivindicação com 3% de aumento mais o INPC do período a ser fechado no final de janeiro de 2020. A data base é 1º de janeiro.

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“Fizemos a assembleia, tiramos a pauta e encaminhamos para eles (patronal). Tivemos duas reuniões e estamos discutindo. As reuniões avançaram pouco, praticamente 1% ou 2%. Mas o dialogo está aberto. Temos uma nova reunião marcada para o dia 10. Vai ser importante continuar discutindo com eles. Já tivemos anos em que o acordo saiu em janeiro, fevereiro, março. Às vezes até em abril. Mas sempre chega em um acordo”, explica o presidente do Sindicato dos Trabalhadores Ceramistas de Criciúma e Região, Itaci de Sá.

Neste ano, porém, os representantes enfrentam uma situação diferente. “Não sei se é uma inovação ou retrocesso, mas uma situação diferente. Neste ano, as empresas apresentaram um rol de reivindicações com propostas para uma convenção, até nós reivindicarmos. Basicamente para retiramos tudo que há acima da legislação e estabelecer apenas o que é CLT [Consolidação das Leis do Trabalho]. É isso que eles estão propondo. Ou seja, como se houver só lei e o sindicato fosse meramente homologatório da vontade deles. Claro que os trabalhadores não vão concordar com eles, mas estamos no meio ou iniciando uma negociação”, conta o advogado Arlindo Rocha, assessor jurídico do Sindicato.

“Eles nos entregaram uma pauta deles no dia 28 de outubro, e a nossa assembleia estava marcada há muito tempo para o dia 11 de novembro. Pela lei, a assembleia geral precisa ser feita dentro dos últimos 60 dias que antecedem a data base. Podíamos fazer a partir de 1º de novembro. Fizemos dia 11, mas eles vieram entregar 13, 14 dias antes, tirando os direitos que já tínhamos, e tempos poucos direitos e não aceitamos tirar mais direitos”, conta Itaci.

Mesmo assim, o sindicalista acredita em um desfecho positivo. “Nos últimos anos, sempre conseguimos negociar. Sempre houve uma negociação. Não tivemos a decisão através do tribunal, sempre através do diálogo. Então vamos apostar na possibilidade de um diálogo. Já tivemos anos de paralisações, como em 2014, uma paralisação de três dias nas cerâmicas. Mas também foi uma forma nova de eles vierem negociar, e a pessoa que veio negociar não conhecia a realidade da região e houve um movimento de greve de três dias, mas depois a gente conseguiu fechar o acordo. E a gente sempre está apostando nas negociações e que neste ano também vai dar”, completa Itaci.

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