Içara: pedido por alça na Via Rápida é encaminhado

Emissão de posse de terreno tramita no setor jurídico da Seinfra. Enquanto isso, motoristas optam por caminhos alternativos e moradores esperam por indenizações

Foto: Lucas Colombo/TN

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Içara

A construção de uma alça de acesso à comunidade da Terceira Linha, no trecho içarense da Via Rápida, pode estar mais perto de ser concretizada. A Secretaria de Estado da Infraestrutura (Seinfra) analisa a possibilidade de fazer a emissão de posse do terreno localizado às margens da rodovia, para que a obra possa ser executada. A intervenção está prevista no sentido Criciúma/BR-101, já que as demais necessárias nesse trecho já foram concluídas.

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Segundo o coordenador regional de Infraestrutura, Gustavo Taufembach, as tratativas foram retomadas depois que o secretário de Estado Carlos Hassler esteve na região, há duas semanas. “Quando a obra foi entregue, ficou pendente a emissão de posse de terra, pois não existia extrema necessidade e urgência dessa alça, na época. Agora, sim, há essa urgência, pois enquanto ela não for construída, o Estado não pode atuar no local”, explica o coordenador.

De acordo com ele, enquanto a Via Rápida não for finalizada, os serviços de manutenção ou roçadas não podem ser realizados pela Seinfra. “Apenas quando ela for concluída é que poderá ser incorporada no Plano Rodoviário Estadual”, reforça.

Pedido é pela conclusão

Para quem reside nas proximidades, a alça nesse ponto da rodovia é fundamental, já que a estrada geral da comunidade, de chão batido, serve como ligação alternativa a Criciúma. “A gente não é contra, a gente só quer que terminem e paguem o que ainda falta. Para o meu filho, ainda não deram o registro do imóvel. E, aqui na frente, prometeram que farão asfalto até uns 100 metros para baixo”, destaca a moradora Ana Dagostim.

No local onde deve ser construída a alça, atualmente há uma plantação. Para ter acesso à comunidade, os motoristas precisam se deslocar até a próxima saída da Via Rápida e retornar. Porém, conforme a moradora, há condutores que entram na contramão, no trecho que serve como saída da comunidade.

Impasse que dura anos

Não é apenas a elaboração da obra que está pendente, já que ainda há agricultores que aguardam pela indenização dos terrenos. “O caso mais emblemático é de um proprietário que está numa situação bem insolvente, sendo auxiliado por parentes, porque perdeu praticamente toda a propriedade. Não consegue mais plantar, não consegue ter renda, está com problema de saúde grave e não tem a quem apelar. Ninguém atende”, conta o advogado José Luiz Medeiros, que representa três moradores do local.

Segundo Medeiros, as autoridades afirmam que darão encaminhamento ao caso, mas, até o momento, nada foi feito. “Pedimos uma audiência com o governador, para ver se ele nos dá uma solução. Então estamos na expectativa de abrir um canal direto com o governador, porque a única pessoa que pode resolver isso é ele”, acrescenta.

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Em: Içara

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