Força e credibilidade impressas nas folhas do jornal

Conhecidos por possuírem informações que se aproximam do leitor, os veículos impressos focam em conteúdos locais ou regionais e na credibilidade para continuarem ganhando espaço

Foto: Lucas Colombo/TN
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Criciúma

Todos os dias pela manhã, logo após acordar, Santina Brunel Budni se dedica a ler cada notícia retratada nas páginas do jornal Tribuna de Notícias. Aos 94 anos, a rotina da moradora de Criciúma tem espaço garantido para a leitura das informações, independente do assunto que está estampado no papel. Há mais de 30 anos esse hábito é mantido com carinho pela idosa, que não se vê sem essa fonte de conhecimento diário.

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Exemplo de vitalidade e de lucidez, Santina incentiva a leitura a qualquer pessoa e tem na ponta da língua a resposta sobre o porquê de tanta afeição pelo impresso. “Eu amo esse jornal. Ele é como um irmão, um professor, um comunicador de notícias. Ele tem muita importância para a vida da gente”, expressa, animada, a simpática senhora.

Para ela, o impresso é como um companheiro cotidiano, na qual o apego e o carinho são imensuráveis. “Quando eu acordo, eu tomo só um comprimidinho para a tireóide e a vitamina, nem tomo café e já desço correndo para pegar o meu jornal. Não podem mexer nele!”, conta Santina.

Segundo ela, enquanto houver novas edições do impresso, os dois serão companheiros inseparáveis. “Se me faltar o jornal, vou ter que aceitar, mas vai ser uma tristeza grande para o meu coração. Vai ser como tirar um pedaço de mim. Já me acostumei com ele. Esses dias tiraram o meu jornal daqui e já fiquei desesperada”, relata a idosa.

Regionalismo é o caminho

Assim como o caso de Santina, o jornal impresso faz parte do cotidiano de milhares de moradores do sul catarinense. Diariamente, mais de 9 mil exemplares do Tribuna de Notícias circulam pela região, expondo aos leitores os principais problemas, demandas e conquistas locais. “Ele é um exemplo de que o jornalismo regional vai sobreviver por muito tempo, pela qualidade, editoria e, principalmente, pelo conteúdo. O que a população quer consumir são conteúdos de qualidade”, analisa o presidente da Associação Catarinense de Imprensa (ACI), Ademir Arnon de Oliveira.

Na visão da entidade estadual, a valorização das notícias locais é um dos pilares da comunicação, contribuindo para que esse tipo de veículo continue sendo sinônimo de conhecimento e credibilidade. “Acho que temos que focar no jornalismo regional. A ACI apoia a inovação e acredita que as ferramentas do novo modelo, o digital, podem conviver tranquilamente com ele, pois acreditamos que o jornal impresso e regional tem vida longa ainda”, destaca Oliveira.

MÍDIAS (intertítulo)

Essa avaliação é compartilhada pelo diretor-geral dos jornais Tribuna de Notícias e DN A Semana, Edson Otávio da Soler, que acrescenta ainda outro fator que contribui para a importância do impresso. “Nos países mais desenvolvidos do mundo, os grandes jornais estão voltando a circular pela credibilidade que têm perante a sociedade, haja vista que há um mundo de ‘fake news’, onde as pessoas estão perdendo o crédito pela informação de mídias sociais”, observa Soler.

 

Confira a reportagem completa na edição desta terça-feira, 5, do jornal Tribuna de Notícias. 

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Em: Criciúma

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