Dispense seus excessos

Reitor do santuário, padre Antonio Vander / Foto: Lucas Colombo/DN
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Não basta a gente ser capaz. É preciso transformar esta capacidade em algo muito concreto no dia a dia.

A felicidade deveria ser um processo muito simples em nós, mas nós vamos nos acostumando a colocar tantos obstáculos em nossa felicidade que de repente nós estamos inviabilizando a possibilidade de sermos felizes, ainda que sejamos capazes disso. Ninguém tem vida perfeita. Nenhum de nós tem a perfeição nos arrodeando e nos acariciando. O tempo todo é preciso por a mão na terra de nossas imperfeições.

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A felicidade é a satisfação que nós podemos ter de ser quem somos. Eu deitar a cabeça em um travesseiro depois de um dia vivido e funções cumpridas; de amores vividos, de ódio sentido. Eu deitar e dormir satisfeito com aquilo que eu consigo alcançar de mim.

A felicidade é um projeto que carece diariamente de empenho senão, não vai.  A gente não chega lá. É preciso retirar do conceito de felicidade esta coisa idealizada e você vai ver como é possível a satisfação de mudar.

Na satisfação que você tem de mudar um móvel do lugar e retirar a poeira que ali antes existia. Sim, no corriqueiro da vida. Sabes aquela necessidade de ir lá na gaveta e ver que você acumulou coisas demais, e que aquilo ali está lhe pesando, e quando você olha para uma gaveta muito cheira, o guarda-roupas entulhado, dá um desconforto na gente.

Faça o exercício de buscar nos seus acúmulos aquilo que podem ser dispensados e de repente você vai perceber que esta organização material externa que nós podemos fazer de um quarto, uma sala, começa a ter repercussões dentro de nós. Porque você começa a ter coragem de dispensar sentimentos antigos que não lhe causaram bem nenhum. Só que aí você não joga em cima do outro não.

Toda vez que Jesus nos coloca diante de uma realidade que precisa ser transformada, o primeiro beneficiado somos nós. Deus sabe muito mais do que eu sei e do que eu posso ser. E o seu querer para mim é que eu esgote estas possibilidades ao máximo.

Tantas vezes me limito a ser um ser amargurado, mais ou menos derrubado, porque não faço o enfrentamento para eu ser quem eu posso ser. Tocar em frente. Ir adiante, desbravando tudo aquilo que nós podemos desbravar de nós mesmos.

É preciso cuidar para não ficar sem dinamismo, sem coragem, sem ousadia. Essa fé precisa alimentar nossa vida. Quando você deixa de acreditar naquilo que você pode alcançar de você mesmo, você está decretando a sua sentença de morte. E não basta estar no meio dos outros, é preciso estar com os outros.

Nada na vida escapa ao grito da consciência, ela cobra tudo, questiona tudo cedo ou tarde. Vida perfeita não temos. Mas, podemos ser um bom garimpeiro desta vida, desta verdade escondida dentro de nós.

 

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Por: Marciano Bortolin
Em: Criciúma

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