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Criciúma

Nos corredores do centro cirúrgico, em meio à movimentação intensa de enfermeiros, médicos e grupos de apoio, capas coloridas chamam a atenção de qualquer observador. Entre os funcionários, há Batmans, Mulheres-Maravilhas, Super-Homens, Capitães América – só que todos da vida real. Unindo o lúdico à humanização dos atendimentos, os profissionais do Hospital São José (HSJosé), de Criciúma, transformam-se em verdadeiros super-heróis para tranquilizar as crianças que precisam passar por algum tipo de operação.

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Não importa qual a função que o profissional exerça, cada um veste a camisa – ou, nesse caso, a capa – e busca fazer com que a experiência de uma cirurgia não seja tão traumática para os pequenos. A iniciativa surgiu nos últimos anos, mas foi há duas semanas que ela ganhou força e envolveu toda a equipe multidisciplinar que atua no centro cirúrgico da instituição. “Na verdade, as enfermeiras trouxeram o projeto, lembrando das capas que já havíamos trazido em um mutirão, há dois anos. Então falei que iria atrás disso e compramos ainda uma ‘motoquinha’ e um patinete e, assim, as crianças conseguem entrar no bloco com mais tranquilidade”, conta o cirurgião pediátrico Christian Escobar Prado.

O especialista decidiu tirar dinheiro do próprio bolso para comprar os brinquedos utilizados pelos pequenos pacientes para chegar até o centro cirúrgico. Conforme Prado, isso ajudou a transformar um momento de estresse em um período mais descontraído e divertido para as crianças. “Acho que não tem preço que pague elas ficarem mais tranquilas e não estarem nervosas em algo tão complicado, como é o caso de um procedimento cirúrgico”, avalia.

Novidade na instituição agrada

Foto: Lucas Colombo/TN

A pequena Lorrainy, de seis anos, aprovou o patinete cor-de-rosa usado para andar pelo corredor do hospital. A capa azul, repleta de estrelas, em alusão à Mulher-Maravilha, emoldurava o sorriso da menina enquanto ela esperava o momento de entrar na sala cirúrgica, para operar uma hérnia. A avó, Berenice de Souza Tomé, acompanhava de pertinho cada passo da neta, deixando evidente o vínculo existente entre as duas. “Agora ela está mais calma, está brincando. Mas, quando chegou, estava nervosa, chorando, o queixo tremia, porque é a primeira cirurgia dela e estava com medo. Agora ela está bem, graças a Deus”, assegura Berenice.

Na avaliação da avó, o tratamento humanizado adotado pela instituição fez toda a diferença para que Lorrainy se acalmasse no processo de espera. “O médico foi lá e apertou a mão dela, as enfermeiras foram bem atenciosas, perguntaram qual herói que ela mais gostava, para colocar a capa. Então eles foram muito atenciosos e isso ajuda a deixá-la mais leve”, observa.

Confira a reportagem completa na edição desta segunda-feira, 16, do jornal Tribuna de Notícias. 

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Por: Suelen Bongiolo
Em: Criciúma

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