Calçadas de Criciúma: obstáculos que interferem na mobilidade

Falta de sinalização, como piso tátil e avisos em braile, e descaso com a conservação dos passeios públicos estão entre os problemas de acessibilidade no entorno do Terminal Central

Foto: Lucas Colombo/TN

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Criciúma

Você já parou para pensar, ao atravessar uma rua ou caminhar por uma calçada, que, para algumas pessoas, essa atividade simples pode ser cheia de obstáculos? Já imaginou como seria para uma pessoa com deficiência transitar por um local sem sinalização adequada, com o piso irregular ou sem rampas de acesso? Pois são esses problemas de acessibilidade nos passeios públicos de Criciúma que uma força-tarefa realizada por entidades do município busca identificar.

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Na manhã dessa quinta-feira, 15, integrantes do Conselho Municipal dos Direitos da Pessoa com Deficiência (Codec) percorreram o Terminal Urbano Central e áreas do entorno para fazer um levantamento dos entraves nesses locais. “A gente está observando a mobilidade na questão das calçadas, a questão de postes e, nos locais onde há faixa de pedestres, se há rebaixamento para os cadeirantes estarem acessando esses espaços”, explica a presidente do Codec, Rindalta das Graças de Oliveira.

A vistoria feita no terminal contou com a presença de um deficiente visual, para auxiliar no processo de identificação dos pontos que precisam ser melhorados. “No corrimão, do lado da escada rolante, tem que ter alguma indicação em braile, para identificar qual escada rolante sobe e qual desce. O piso tátil é a principal questão, que precisa ter na rua e também dentro do terminal, para a pessoa conseguir se locomover ali. O risco maior é ela cair na pista de rolamento e acontecer um acidente mais grave”, lista Rindalta.

Na parte externa do terminal e em áreas próximas, como nas ruas e passeios públicos, mais irregularidades foram encontradas pela entidade, como veículos bloqueando rampas de acesso às calçadas. Mas não param por aí as dificuldades identificadas, já que ainda há a falta de sinalização sonora em faixas de pedestres, assim como postes, objetos e propagandas de lojas fixadas no meio das calçadas.

Inquéritos do Ministério Público

O levantamento realizado pelo Codec é fruto de uma solicitação do Ministério Público de Santa Catarina (MPSC), que instaurou três inquéritos civis, por meio da 5ª Promotoria de Justiça (PJ) de Criciúma. O objetivo desses processos é verificar as condições das calçadas em três áreas de Criciúma, especialmente em relação aos requisitos de acessibilidade, para assegurar a livre circulação dos pedestres.

A reportagem completa está na edição desta sexta-feira, 16, do jornal Tribuna de Notícias. 

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Em: Criciúma

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