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Criciúma

O que te motiva a ajudar alguém? É o sorriso no rosto e o brilho no olhar de quem recebe? É a sensação inexplicável de fazer o bem a si mesmo e ao próximo? É saber que, apesar da maneira singela, mudou a vida de alguém? É o anseio de estar contribuindo para uma sociedade melhor? Justificativas não faltam para isso, mas todas ajudam a transmitir o sentimento de quem colabora com o trabalho realizado pelo Bairro da Juventude. Comprometida com a causa social há sete décadas, a instituição criciumense atua diretamente na igualdade de direitos, oferecendo oportunidades a milhares de crianças e adolescentes em situação de vulnerabilidade.

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Quem passa pelo local, independente da época, consegue perceber bem os impactos que a instituição proporciona na vida pessoal e profissional. “Eu digo com toda a franqueza que, se eu não estudasse no Bairro da Juventude quando pequeno, pelo contexto social que eu vivia, com certeza estaria vulnerável. Então havia a possibilidade de ingressar no mundo do tráfico, das drogas, até pela situação em que eu vivia, mas essa vulnerabilidade não conseguia me atingir, porque eu ficava o dia inteiro no Bairro”, afirma o assistente social Sérgio Nunes Vitório Júnior, de 25 anos, que estudou na instituição dos seis aos 18 anos de idade.

Quando Sérgio era pequeno, a família saiu de Tubarão e passou a morar em Criciúma. A mãe dele criava os dois filhos sozinha e passou a trabalhar como empregada doméstica. Para poder garantir o sustento das crianças, ela procurou o Bairro da Juventude e conseguiu a vaga para as crianças. “Então eu passei minha infância e minha adolescência no Bairro. Ali, eu fiz toda a parte de educação básica e depois fiz o curso profissionalizante de Programador de Computador e de Padaria e Confeitaria”, conta Sérgio.

Longa história

Criada no dia 1º de setembro de 1949, por uma iniciativa do Rotary Club, o Bairro da Juventude mantém ao longo desses 70 anos essa característica social em destaque. Inicialmente, ele era conhecido como Sociedade Criciumense de Auxílio aos Necessitados (Scan). Cinco anos depois, passou para a Congregação Rogacionista, funcionando como internato até 1975.

Foi a partir dessa data que a sociedade passou a gerir as atividades, por meio de uma diretoria e do Conselho Deliberativo, formado por entidades locais. “Eu diria que tudo mudou, no sentido de que a evolução desse setor é algo que não tem nem comparação com o que era. Antigamente, tratava-se o atendimento à criança, aos adolescentes e às famílias como caridade, o que não é verdade. Caridade é uma virtude que vai existir sempre, mas o Bairro não quer isso, ele quer é um atendimento digno para as crianças”, exalta a diretora executiva da entidade, Silvia Regina Luciano Zanette.

Confira o caderno especial sobre os 70 anos do Bairro da Juventude na edição desta quarta-feira, 11, do jornal Tribuna de Notícias. 

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Por: Suelen Bongiolo
Em: Criciúma

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