Asilo São Vicente de Paulo estuda meios de custear despesas

Assim como outras instituições beneficentes, entidade apresenta déficit mensal no caixa. Entre medidas avaliadas está a ampliação dos atendimentos, que hoje ocorrem somente de forma filantrópica

Foto: Lucas Colombo/TN
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Criciúma

Reconhecido pelo trabalho que realiza há décadas em prol de idosos de Criciúma e região, o Asilo São Vicente de Paulo compartilha de um problema enfrentado por boa parte das entidades beneficentes: manter-se apenas com os recursos provenientes de convênios. Constantemente, a instituição precisa recorrer a ações e eventos para completar o caixa e conseguir custear as despesas, já que há um déficit mensal estimado entre R$ 20 mil e R$ 30 mil. Para tentar reduzir essa diferença, a diretoria estuda algumas alternativas.

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Uma delas seria a ampliação da sede da entidade, localizada em Criciúma, permitindo aumentar a capacidade de atendimento, inclusive em caráter privado. “O asilo é uma instituição filantrópica e acolhe pessoas em maior vulnerabilidade social. E ele tem muita dificuldade em manter essa estrutura. Então está sendo pensado em criar o Instituto São Vicente, onde pudesse abrir mais vagas e que elas pudessem ser cobradas, de forma a esse valor suprir a deficiência de caixa do filantrópico”, explica o presidente do Asilo São Vicente de Paulo, Zalmir Casagrande.

Entretanto, o presidente é cauteloso em relação ao assunto, enfatizando se tratar apenas de uma alternativa que ainda está em análise. “Como o asilo é filantrópico, se a pessoa não tiver um real para dar, mas tem necessidade, o asilo a acolhe. Então uma das formas de se pensar a sustentabilidade seria, de repente, o valor cobrado dessa nova ala. Mas isso tudo é apenas um estudo, não é algo definitivo”, acrescenta.

Desafetação de rua

Recentemente, o presidente da instituição esteve reunido com o prefeito de Criciúma, Clésio Salvaro, onde foi apresentada a ideia de ampliação do asilo. Como a entidade também possui um terreno do outro lado da Rua São Vicente de Paulo, surgiu a possibilidade de desafetação – processo em que transforma um bem público disponível – dessa via, o que pode permitir a integração entre os imóveis. “Como o asilo tem praticamente a metade da quadra na outra rua, aquele pedacinho seria interessante que ficasse vinculado à instituição, porque qualquer coisa que se faça ali, não precisa ficar atravessando a rua. Porque a ideia é a estrutura do São Vicente funcionar de forma que acolha todos de maneira igual”, pontua Zalmir.

Por isso, na sessão dessa segunda-feira, 15, do Legislativo de Criciúma, o vereador Zairo Casagrande apresentou um requerimento para questionar o Município se há previsão para que seja realizada a desafetação e doação ao asilo da via que leva o mesmo nome da instituição. O trecho compreendido seria entre a Afonso Pena e a Nilo Peçanha. “Eu transformei em requerimento o que veio da sociedade. Como do outro lado dessa rua o terreno pertence ao asilo, a proposta é que a prefeitura doe a rua, que tem baixo fluxo de veículos, para juntar os dois terrenos”, comenta o vereador.

 

 

Confira a reportagem completa na edição desta terça-feira, 16, do jornal Tribuna de Notícias. 

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Por: Suelen Bongiolo
Em: Criciúma

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