Araranguá: Utilização do Centro Cultural em meio à discussão

Espaço conhecido como “teatro” recebe atividades da EEB Araranguá, enquanto bloco interditado da escola não recebe reforma. Cidade carece de local público para eventos artísticos

Foto: Lucas Colombo/TN

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Araranguá

A ausência de um espaço público adequado para receber eventos artísticos e culturais gera impasses e reclamações em Araranguá. Nesta semana, uma nova manifestação ocorreu em redes sociais, pedindo a reabertura do Centro Cultural Célia Belizário de Souza (mais conhecido como teatro), fechado para eventos há aproximadamente dois anos. A estrutura tem abrigado atividades da Escola de Educação Básica (EEB) de Araranguá, desde que um dos blocos da instituição de ensino precisou ser interditado. Sem contar com um ambiente próprio para espetáculos e apresentações, o Município é cobrado para que tome providências.

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De acordo com a diretora do Departamento de Cultura de Araranguá, Micheline Vargas, o setor tem encontrado obstáculos para promover ações, peças ou apresentações na cidade. “O teatro pertence ao Estado e o colégio diz que o espaço é dele. Então ele nunca foi do Município. Desde que o teatro foi fechado, está bastante difícil a realização de eventos artísticos, pois temos que fazer parcerias, como para utilizar o auditório do Center Shopping ou outros espaços semelhantes”, conta Micheline.

Segundo ela, a Administração Municipal busca resolver o problema, mas ainda não há definições em relação ao assunto. “Já realizamos duas tentativas de conversa com a Gerência de Educação para que seja feita a cessão, até para mantermos esse espaço. Porém, com essa utilização por parte do colégio, ainda não tivemos uma resposta positiva”, relata.

Ambientes estão atrelados

Parcialmente interditada em 2017 por problema estrutural em um dos ambientes, a EEB Araranguá buscou alternativas para manter as atividades sem colocar a segurança de alunos e profissionais em risco. Na época, duas turmas chegaram a ser realocadas para o teatro, localizado ao lado da instituição, por falta de salas de aula. Após nova avaliação e reparos no prédio, essas classes puderam retornar para a unidade escolar.

Entretanto, uma parte da estrutura do colégio permanece interditada desde então. Para não prejudicar o atendimento aos alunos, a instituição deslocou os serviços desse bloco – como cozinha, laboratório e refeitório – para o centro cultural. “Esse é um espaço da escola. Depois da interdição em 2017, metade das atividades precisou ser deslocada para lá. Mas esse espaço é da escola, tanto é que não tem nem CNPJ próprio. E ele não está abandonado, é utilizado diariamente”, enfatiza a diretora da EEB Araranguá, Luciana Costa Martinelli.

Confira a reportagem completa na edição desta quinta-feira, 1º, do Tribuna de Notícias. 

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Em: Araranguá

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