Tigre só empata em casa e se aproxima da Série C

Time sai perdendo, busca o empate, mas não consegue virar o jogo e se complica ainda mais na Segunda Divisão. Agora, apenas uma sequência heróica, nos seis jogos finais, fará o time escapar do rebaixamento

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Tiago Monte

Criciúma

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Com vaias, protestos e tristeza da torcida, ao final do jogo, o Tigre apenas empatou com o São Bento por 1 a 1, na noite deste sábado, e deu mais um passo rumo ao rebaixamento para a Série C. O time treinado por Roberto Cavalo não conseguiu vencer o lanterna da competição, em casa, e agora precisa de uma sequência heróica para não cair de divisão. O time paulista saiu vencendo com um gol de Zé Roberto, no final do primeiro tempo. Um minuto depois, Marlon empatou. Porém, na etapa final, o Criciúma não conseguiu marcar o tão esperado gol da vitória. O Tricolor Carvoeiro teve um jogador a mais por quase 25 minutos, mas, mesmo assim, não venceu. O goleiro Henal brilhou e impediu que o Criciúma vencesse. “Faltou só fazer o gol. Jogamos em cima, mas a bola não entrou. Agora é trabalhar e buscar o resultado em Ponta Grossa”, comentou Marlon, ao final do jogo.

Nervosos, os dois times começaram a partida errando passes e cometendo faltas. O Tigre buscava o campo de ataque, preferindo o lado esquerdo com Marlon e Luquinha. Aos quatro minutos, Andrew cruzou da esquerda e Foguinho completou para o gol, mas ele estava um pouco adiantado e o árbitro marcou impedimento, corretamente. A partir daí, o São Bento equilibrou a partida e saiu para buscar o gol. Aos 10 minutos, Andrew foi lançado pela esquerda, em velocidade, e foi derrubado por Alisson. Falta. Daniel Costa cobrou muito fechado e Henal pegou. No minuto seguinte, Luquinha deu um lençol em Fábio Bahia e mostrou muita habilidade. Apesar de estrear no time profissional como titular, ele liderava os ataques carvoeiros.

Aos 15 minutos, o lateral esquerdo Mansur deixou o time adversário, lesionado, e foi substituído por Caio Rangel, velho conhecido da torcida do Criciúma. Então, os ataques do Tigre passaram a ser mais pelo lado direito de ataque, porém, Carlos Eduardo não conseguia ter sucesso nos apoios ao ataque. Aos 19 minutos, Paulinho Boia avançou pela direita, a zaga do Criciúma abriu espaço e o camisa 11 bateu forte, mas a bola saiu. Primeira chegada forte do São Bento. Aos 24 minutos, Luiz sentiu lesão no joelho esquerdo, onde ele teve problemas durante todo o ano, e foi substituído por Paulo Gianezini. É o segundo goleiro do Tigre que teve problemas nas últimas rodadas. Antes, foi Bruno Grassi, contra o Vitória. Luiz, aos prantos, foi direto para o vestiário, com uma torção no joelho, causada possivelmente por um buraco no gramado. Sem articulação no meio-campo e muito lento na partida, o Tigre perdeu força e o Bentão passou a dominar a partida, a partir da metade da etapa inicial.

Aos 30 minutos, Liel lançou Marlon na esquerda. O camisa 6 cruzou, Henal falhou e permitiu a passagem da bola, mas Andrew cabeceou para baixo e a bola saiu. Melhor chance da partida, até o momento, para o Criciúma. A torcida do Tigre dava show nas arquibancadas, apoiando o time com cantos e luzes dos celulares. Aos 37 minutos, em um contra-ataque rápido, Wesley, que recebia orientações do técnico Roberto Cavalo, foi lançado pela direita, sozinho, entrou na área e bateu rasteiro, mas Henal pegou. O lance serviu para inflamar ainda mais os torcedores. No minuto seguinte, após cobrança de escanteio, Liel cabeceou, mas a bola foi no meio do gol. O Tigre aumentava a velocidade na frente, mas se abria e deixava espaços. A resposta do São Bento veio com Paulinho Boia, pela esquerda, mas o camisa 11 pegou mal na bola e finalizou por cima da trave.

Gols no final da etapa inicial

Aos 43 minutos, o time adversário abriu o placar. Eduardo errou a saída de bola, Rodolfo deu um passe na medida para Zé Roberto, que recebeu dentro da área, ajeitou para a perna direita, cortou Paulo Gianezini  e Carlos Eduardo e abriu o placar: 1 a 0 e tensão nas arquibancadas. Porém, o Tigre reagiu imediatamente: aos 44 minutos, Andrew fez uma grande jogada pela direita e cruzou, Marlon apareceu como elemento surpresa, na área, e, como se fosse centroavante, igualou: 1 a 1. O camisa 6 comemorou muito com a torcida e demonstrou raça. Reação imediata do Criciúma, que não permitiu que o nervosismo tomasse conta do time. Nos acréscimos, Daniel Costa cobrou falta, a bola sobrou para Foguinho, dentro da área, e o volante foi derrubado claramente, mas o árbitro nada marcou. A torcida enfurecida começou a xingar o juiz. Ao final do primeiro tempo, ambos os times cobraram explicações do responsável pela partida.

Na etapa final, Vinícius retornou no lugar de Carlos Eduardo e o Criciúma ficou mais ofensivo. No primeiro minuto, Caio Rangel apareceu pela esquerda e cruzou, Rodolfo finalizou mal, a bola desviou em Sandro e sobrou para Zé Roberto que bateu para fora. O Bentão teve a primeira chance de perigo no segundo tempo. Aos quatro minutos, Eduardo cobrou lateral rapidamente e tocou para Daniel Costa, que finalizou terrivelmente e a bola saiu quase pela lateral. Aos nove minutos, o camisa 10 do Criciúma cobrou escanteio, Vinícius desviou torto, na primeira trave, e a bola saiu. No minuto seguinte, Paulinho fez uma grande jogada pelo meio e bateu forte, mas o chute foi pela linha de fundo. Ambos os times buscavam o gol. Aos 13 minutos, Marcos Martins errou a saída de bola, Luquinha roubou, avançou, mas Henal pegou com facilidade.

Chances desperdiçadas e jogo aberto

Aos 15 minutos, após um escanteio errado, Caio Rangel deu um lençol em Wesley, avançou sozinho, eram três atacantes contra um defensor do Tigre, então o jogador do São Bento resolveu bater para o gol, mas Paulo Gianezini fez uma grande defesa e evitou o que seria o segundo gol do time paulista. Que chance perdida! Os dois times encontravam espaço para buscar a bola na rede. Aos 17 minutos, Eduardo apareceu pela direita e cruzou, antes de Andrew finalizar, Marcos Martins tocou na bola e quase marcou contra. Um jogo totalmente aberto no Majestoso. Aos 20 minutos, Paulinho Boia discutiu com o árbitro, quando seria substituído, levou o segundo cartão amarelo e foi expulso. Com um jogador a mais, o Tigre buscou ainda mais o gol, mas deixava espaços na defesa. Aos 24 minutos, Zé Roberto recebeu lançamento, mano a mano com Liel, o atacante avançou e tentou deslocar Paulo Gianezini, mas a bola saiu. Chance clara perdida pelo São Bento. No minuto seguinte, Vinícius recebeu na meia lua e chutou fraco, mas Henal teve dificuldade para colocar para escanteio.

Pressão do Criciúma no final

Aos 32 minutos, Andrew fez boa jogada pela direita e tocou para Eduardo, dentro da área, mas Henal fez uma grande defesa e impediu o segundo gol do Criciúma. No minuto seguinte, novamente Andrew, mas pela esquerda: o camisa 17 cruzou, mas Foguinho chegou atrasado, na segunda trave, e não conseguiu marcar. O Tricolor Carvoeiro seguia empilhando chances perdidas. Aos 34 minutos, Eduardo cruzou da direita, Andrew entrou na segunda trave, mas cabeceou para fora.

Aos 38 minutos, Daniel Costa bateu forte e Henal pegou. A pressão do Tigre era imensa. No minuto seguinte, em contra-ataque, Rodolfo entrou sozinho pelo meio, mas bateu forte e para fora. Aos 41 minutos, Wesley e Paulinho se enroscaram no chão, o jogador do São Bento agrediu o atleta do Tigre, que revidou, mas o juiz acabou expulsando apenas Wesley. Aos 44 minutos, Andrew avançou pelo meio e foi derrubado por Gerson na entrada da área. Falta e expulsão do zagueiro do time paulista, que levou o segundo amarelo. Daniel Costa cobrou e Henal fez uma grande defesa, garantindo o empate e a decepção para o Criciúma. Só um milagre salva o Tigre da Série C. “Tem que querer mais, temos seis jogos para mudar a história”, finalizou o goleiro Paulo Gianezini.

Campeonato Brasileiro – Série B – 32ª Rodada

02/11 (sábado) – 19 horas – estádio Heriberto Hülse

CRICIÚMA

Luiz (Paulo Gianezini); Carlos Eduardo (Vinícius), Liel, Sandro e Marlon; Eduardo, Foguinho, Wesley e Daniel Costa; Andrew e Luquinha (Reinaldo). Técnico: Roberto Cavalo

SÃO BENTO

Henal; Marcos Martins (Dudu Vieira), Gerson, Alisson e Mansur (Caio Rangel); Fábio Bahia, Paulinho, Guilherme Romão e Rodolfo; Zé Roberto (Pablo) e Paulinho Boia. Técnico: Milton Mendes

Arbitragem: Ronei Cândido Alves; Auxiliares: Ricardo Junio de Souza e Fernanda Nândrea Gomes Antunes. (Trio de MG)

GOLS: Marlon (44/1T) (C); Zé Roberto (43/1T) (SB)

Cartões Amarelos: Eduardo, Roberto Cavalo (técnico), Sandro, Foguinho e Andrew(C); Alisson, Paulinho Boia, Gerson, Paulinho e Henal (SB)

Cartões Vermelhos:  Wesley (C); Paulinho Boia e Gerson (SB)

Público: 8.176

Renda: R$ 115.800,00

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