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Tiago Monte 

Criciúma

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Os primeiros passos para o retorno do Metropol às atividades estão sendo dados. Um projeto existente desde 2017 está ganhando vida para resgatar a marca do clube, através de uma ação social para crianças carentes de 10 a 17 anos. Será a criação de uma escolinha de futebol. A captação dos recursos necessários será feita através de dedução do imposto de renda de pessoa física ou jurídica. “As crianças precisam ter frequência escolar e a família ter alguma orientação espiritual. Esses serão os pré-requisitos necessários para a habilitação”, explica China Vieira, presidente do clube.

O projeto está em fase de aprovação, pelo Governo Federal, para que inicie a busca pelo dinheiro necessário. “A praça esportiva será criada para que as crianças tenham atividades e se afastem das drogas e do mau caminho”, pontua China. As inscrições das crianças devem iniciar em novembro. A esperança do dirigente é ter a assinatura do Governo até o final deste mês, para buscar o dinheiro ainda neste ano. Caso não tenha o documento em mãos, a busca iniciará no ano que vem. “Temos o plano A, através da captação, e o plano B – que é conseguir o dinheiro através de investidores”, comenta Vieira.

O valor total necessário para a obra ultrapassa os R$ 1,9 milhões, mas com 20% deste valor, a obra pode ser iniciada. “Alguns empresários da cidade prometeram nos receber para, quem sabe, fazer o aporte”, confirma China.

Os gastos seriam para a contratação de profissionais, reformas estruturais na atual sede, adquirir materiais, e a construção de novos espaços. “Aquela ideia de bater na porta das casas com um pires na mão para pedir dinheiro já passou. Hoje temos essas verbas do governo Federal que estão para ser aprovadas”, afirma China.

Entre algumas empresas visitadas estão o Grupo Giassi, Intelbras e Conventos.  “Esperamos, em um curto espaço de tempo, disputar uma competição oficial, mas por enquanto é uma ação social”, ressalta o dirigente, alimentando uma esperança de disputar a Série C Catarinense, em 2020, com atletas da categoria Sub-17.

Um novo projeto para o clube

O estatuto do Metropol foi modificado para se adequar à Lei Pelé. Com um conselho deliberativo e outro fiscal, o clube pode obter recursos federais. Desta forma, China se tornou o presidente. Porém, ele não esquece quem seguiu tocando a história do clube nos últimos 40 anos. “O Kéko Salvaro é o guardião do Metropol. Ele não deixou a grama morrer e o teto cair. Ele é a testemunha viva da história”, enfatiza Vieira.

O patrimônio do clube segue intacto, graças a Kéko, que pagou as contas do Metropol com dinheiro próprio. “O campo pertence ao Metropol. A marca está renovada por mais 10 anos e as contas estão em dia. Queremos levantar novamente a marca Metropol para que o encargo saia das costas dele”, comenta o presidente.

Resgate da história com uma exposição

O clube que levava o nome de Criciúma para todo o Brasil. Esse era o Metropol, que teve a década de ouro, nos anos 60. Essa fascinante trajetória integra as ações da Associação Empresarial de Criciúma (Acic), por meio do projeto Cultura. A entidade abre, hoje, a exposição “Memórias do Metropol”, na galeria de arte da instituição. Lá está exposto o acervo histórico do lendário clube.

Troféus, faixas de campeão, fotografias originais, quadros, bandeiras, camisas, a bola da conquista do título Catarinense de 1962 e muitos outros itens fazem parte da mostra. “É um resgate da linda história do Metropol. Em 10 anos, ele conquistou cinco títulos estaduais. Foi um clube que divulgou o nome de Criciuma para o Brasil”, comenta o mentor do projeto Cultura Acic, Benito Gorini Borges, curador da exposição.

Está lá também, uma carta da Federação Romena de Futebol, encaminhada para a então Confederação Brasileira de Desportos, antigo correspondente à atual CBF, parabenizando o desempenho dos atletas do Metropol, na famosa excursão pela Europa realizada em 1962; a técnica dos jogadores catarinenses impressionou os estrangeiros.

A exposição está aberta para visitação até o dia 30 de novembro, das 7h30min até às 22h, na sede da Acic, e comemora os 75 anos da entidade empresarial. É uma oportunidade para conferir a história vitoriosa do Metropol, que honrou o futebol local e foi o maior vencedor catarinense da década de 60.

No dia 24, às 20 horas, acontecerá uma sessão especial em homenagem aos ex-jogadores do clube como Edson Madureira, João Pedro Hermann, Valter, Canela e Flázio, além de outras pessoas que contribuíram para a história do clube.

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