Criciúma: O segredo do sucesso no basquete criciumense

União, dedicação nos treinos e até a religiosidade são os diferenciais da técnica Luana Scaini Minotto, que lidera os times de basquete feminino de Criciúma. Há cinco anos ininterruptos, atletas da cidade são convocadas para seleções brasileiras de base

Luana Scaini Minotto, técnica do Basquete Feminino de Criciúma. Foto: Lucas Colombo/TN
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Tiago Monte
Criciúma

 

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Emanuelle de Oliveira, Letícia Rechemback, Isabella de Jesus e Paula Bernardo. As quatro jogadoras criciumenses foram convocadas para seleções brasileiras de base desde 2015. Todas elas têm algo em comum: foram ou são treinadas por Luana Scaini Minotto. A responsável pelo basquete de Criciúma, desde 2013, colhe os frutos de um trabalho que soma dedicação, união e até religiosidade.

 

A técnica não titubeia ao afirmar que o estilo de vida dela é o diferencial para o sucesso das equipes criciumenses. “Eu acredito que a minha religiosidade faz muita diferença. Eu oro muito e acredito em Deus. A gente lê a bíblia sempre antes dos treinamentos. São pontos que a gente não comenta muito. Eu oro por elas em casa também. Então, muitas pessoas falam que o meu trabalho deu certo muito rápido. E foi mesmo”, comenta Luana.

 

Aos 28 anos, a jovem treinadora, porém, não se esquece de outros pontos fundamentais ao trabalho, que rende convocações aos times brasileiros. “Poucas meninas do Estado chegam na seleção. Mas isso também é fruto de um trabalho sério. No início, não é fácil. Querendo ou não, Criciúma não é a nossa maior apoiadora. Por exemplo: esses dias um treinador de Chapecó veio falar comigo para saber quanto eu recebia de investimento. Eu respondi. Ele ganha umas 15 vezes mais, de Chapecó, e ainda acha pouco. Eu ganho menos e tenho resultados mais satisfatórios”, pontua.

 

Treinos intensos e apoio fora da quadra

 

Emanuelle hoje joga nos Estados Unidos, mas Letícia, Isabella e Paula seguem trabalhando com Luana. Todas elas têm um ponto em comum: dedicação total nos treinos e horas a mais de prática com a treinadora. “Se uma atleta quer fazer um treino específico depois do trabalho coletivo, a gente fica. A Letícia é uma que fica sempre depois do treino. Duas vezes por semana, ela faz treino específico comigo. Eu não ganho nada a mais por isso, eu fico porque eu quero que elas melhorem. O meu objetivo é desenvolvê-las e ver elas melhorarem no esporte. Eu gosto de fazer o trabalho com excelência. Independente se eu vou ganhar mais ou não com isso”, ressalta Luana.

 

 

Fora das quadras, Luana é uma espécie de “irmã mais velha” das jogadoras. Ela dá suporte inclusive psicológico para as jovens. Muitas vezes, os encontros acontecem na casa da treinadora.“Eu converso muito com elas, antes ou depois dos treinos. Muitas vezes, até na minha casa elas vão. Acabo dando um suporte psicológico para elas. Fizemos várias reuniões do time na minha casa. Muitas vezes ficamos um sábado inteiro e eu não estou ganhando nada com isso, mas são atividades que fazem a diferença na quadra. É o que todo mundo não entende: eu trabalho melhor porque fico pensando nelas e no basquete o tempo todo. Dedicação e foco total nos resultados”, enfatiza a técnica.

 

O “amor pelo jogo” é um diferencial colocado pela treinadora para as jogadoras. O resultado, segundo ela, é consequência da partida, que deve ser prazerosa. Inclusive, nas viagens e com as colegas de time. “Eu falo para as meninas: não adianta ir para uma competição e ser chato para vocês. O ambiente tem que estar bom. Já cansei de ouvir meninas de outros times reclamando dos técnicos e das colegas de time. A medalha passa, o que fica são as lembranças dos jogos, das viagens e das equipes. Uma ou outra vai se destacar, é normal. Mas tem que ser bom para elas. Primeiramente, pensamos no  ser humano e depois no atleta”, completa Luana.

 

Reportagem completa na edição desta segunda-feira do Jornal Tribuna de Notícias.

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Por: Tiago Monte
Em: Criciúma

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