- PUBLICIDADE -

Tiago Monte
Criciúma

 

- PUBLICIDADE -

O pioneirismo, na categoria Quadriciclos do Rally de Regularidade, está em Criciúma. Neste ano, foi disputado, pela primeira vez, o Campeonato Catarinense da modalidade e, na classificação final, três pilotos da cidade ficaram nas primeiras posições. Além disso, campeão e vice são irmãos. Ricardo Luiz Santos e Luiz Eduardo Santos chegaram na primeira e segunda posição, respectivamente, na disputa estadual. “A gente fica ‘pegando no pé’ um do outro. Um clima legal. No final, acabei ganhando”, comenta Ricardo.

 

Na etapa final do campeonato, disputada em São José, a diferença era de quatro pontos em prol de Ricardo. O terceiro colocado, Gustavo Herdt, já estava sem chances de ficar com o troféu.  “Eu e meu irmão estávamos na disputa. Eu estava quatro pontos na frente dele, mas se ele terminasse a etapa na minha frente, empatava comigo. Eu acabei ficando na frente e fui campeão”, ressalta o primeiro colocado.

 

Além de ter sido campeão, Ricardo celebra a visibilidade do esporte, que está em franco crescimento. “A gente quer ganhar, claro. Sempre tem disputa sadia, mas o bacana é o esporte estar crescendo. Foi o primeiro ano do quadriciclo no Catarinense e estamos dando visibilidade para a categoria. Muita gente que viu, se animou para participar no ano que vem”, ressalta Ricardo.

 

No grid deste ano, em média 10 quadriciclos participavam das provas. Destes, em torno de sete tinham chances de vencer o campeonato. Entre carros e jipes, Santa Catarina tem um dos maiores números de veículos participantes do Brasil, perdendo apenas para São Paulo e Minas Gerais. “A etapa de Nova Veneza bateu o recorde de inscrições gerais: 70 carros, no geral. Como comparação, a etapa de São José teve 40 carros”, explica o piloto. No Catarinense, foram cinco etapas, durante o ano: São Bento do Sul, Joinville, Brusque, São José e Nova Veneza.

 

O início no esporte há uma década

 

Campeão catarinense pela primeira vez, Ricardo já está no esporte há dez anos. Em 2009, ele, Luiz Eduardo e o irmão mais velho, Vagner, fundaram, em Criciúma, um grupo chamado Quadrisul. “Começou, e ainda é, um hobby, pois não somos profissionais do esporte. É um esporte amador para nós”, pontua o piloto.

 

Hoje, 12 integrantes se reúnem regularmente para praticar o esporte. “A gente se reúne como uma mini-confraria e pratica trilha, nos finais de semana, como hobby mesmo, para se divertir. Depois de um tempo, ficamos sabendo dos Rallys de Regularidade, que acontecem em todos os Estados do Brasil. Tem algumas competições grandes, como o Rally dos Sertões”, comenta Ricardo.

 

São duas categorias disputadas nas provas: Velocidade e Regularidade. A primeira funciona como uma corrida tradicional: quem fizer o menor tempo, ganha. Já na segunda disputa, o que importa é a exatidão. “Tu és penalizado se for muito lento ou muito rápido e não é só o tempo final que conta. Durante o trajeto, existem velocidades estabelecidas. A gente pilota com um tablet, que tem uma planilha e mostra as direções, como um mapa, e a velocidade que tu tens que percorrer em cada trecho”, enfatiza o campeão.

 

Ricardo explica como funciona a prova. “Nesse trajeto existem os PCs: Pontos de Controle. Eles são virtuais. Tu levas contigo um GPS na mochila e ele vai registrando, conforme tu vais passando pelos pontos, se estás na velocidade correta. A gente se baseia sempre pelo tablet, nunca pelo velocímetro do carro”, ressalta.

 

O quadriciclo tem sincronização na roda do carro com o tablet para aferir a velocidade. A transmissão é via Bluetooth e o mapa é offline.“Em todas as outras modalidades: carro ou jipe, tem piloto e navegador. No nosso caso, no quadriciclo, nós somos as duas funções. Não tem como ir dois no quadriciclo. Ao mesmo tempo que tu controla a direção, tem que verificar também a velocidade. Além disso temos que desviar de buracos na estrada, afinal são trilhas. É um olho em cada ponto. Exige muita concentração e foco. O quadriciclo tem essa dificuldade a mais”, destaca Ricardo.

 

Um esporte não apenas para a elite

 

Quem pensa que o Rally de Regularidade com quadriciclos é um esporte apenas para a elite, está enganado. Para participar de campeonatos ou apenas fazer trilhas, basta ter o veículo. “Ele é original de fábrica. Compra como quadriciclo mesmo. Aqui na região, algumas lojas vendem e, para participar do Rally, não precisa de muito mais. O pessoal olha para o nosso esporte e pensa que é elitizado, muito caro, mas é só ter o quadriciclo e um tablet de uso doméstico. Mais nada. Depois, tem equipamentos para se aperfeiçoar, mas para começar não precisa de nada mais”, explica Ricardo.

 

O valor? Entre 15 mil e 70 mil reais. “O bacana do Rally de Regularidade é que o valor do quadriciclo não interfere. O que importa é a regularidade e não a velocidade. O meu quadriciclo é 1000 cilindradas, o mais forte que tem, e o do meu irmão tem 400 cilindradas. Mesmo assim estávamos disputando quem seria o campeão até o final“, conclui o campeão.

 

O Campeonato Catarinense de Rally Regularidade está confirmado para 2020, com abertura no dia 25 de janeiro, em São Bento do Sul.

 

 

Pré-calendário 2020

(sujeito a alterações)

 

1ª etapa – 25 de janeiro

2ª etapa – 07 de março

3ª etapa – 20 de junho

4ª etapa – 01 de agosto

5ª etapa – 17 de outubro

6ª etapa – 05 de dezembro

-- PUBLICIDADE --
Compartilhar
Por: Tiago Monte
Em: Criciúma

NOTA: O TN Sul não se responsabiliza por qualquer comentário postado, certo de que o comentário é a expressão final do titular da conta no Facebook e inteiramente responsável por qualquer ato, expressões, ações e palavras demonstrados neste local. Qualquer processo judicial é de inteira responsabilidade do comentador.