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Tiago Monte

Criciúma

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É oficial. Guilherme Gomes assume a presidência da Liga Atlética da Região Mineira (Larm), a partir do dia primeiro de março. Ele será o sucessor de Emerson Lodetti e foi aclamado pelos sete clubes aptos a votar: Caravaggio, Metropolitano, Meleiro, Rui Barbosa, Turvo, Cocal do Sul e Araranguá. O corretor de imóveis, que tem envolvimento com o futebol não-profissional desde 1999, será o mandatário no período entre 2019 e 2023.

O nome de Gomes surgiu como opção, a partir de uma ideia dos clubes em criarem uma gestão compartilhada. O baixo índice de rejeição oficializou o candidato. “O meu nome surgiu como forma de buscar algo novo. Primeiro, foi o nome com menor rejeição. Meu nome foi bem levantado como o William Pacheco, Avelino (Ribeiro) e Marcelo (de Costa). Nisso surgiu o meu nome ganhou mais força pelo histórico de não-rejeição e pela história do Amador”, explicou Guilherme.

Durante a reunião de eleição, o candidato da chapa que se apresentava como opositora, José Nazareno Marcelino, confirmou a retirada do pleito. “Eu quero o bem da Liga e quero que ela cresça. O Emerson (Lodetti) sempre trabalhou sozinho, já o Guilherme conseguiu auxílio de muitos clubes. Então, eu me retiro da eleição. Neste momento, não sou mais candidato”, explicou Marcelino.

O primeiro ato de Guilherme acontecerá mesmo antes da posse. Uma reunião, na terça-feira, definirá o planejamento do ano, metas e o calendário da Larm. “Os clubes também participarão pois será uma gestão bem compartilhada. Vamos dividir as obrigações da Larm com os clubes porque eles também são participantes”, comentou.

O resgate das categorias de base e os másters

Uma das principais ações de Guilherme será o resgate ao futebol não-profissional de base. O novo mandatário quer levar as famílias para os estádios. Para isso, uma competição de veteranos também não está descartada.  “Vamos resgatar as categorias de base para termos os pais assistindo os garotos atuando. As famílias presentes nos estádios são fundamentais. Esse é o objetivo: atrair e ajustar as melhores ideias possíveis. Então essa ideia (campeonato de veteranos) é uma, assim como voltar com o Sub-15 para valorizarmos jovens e mais velhos”, destacou.

Uma maior competitividade no Regional da Larm. Esse é outro dos objetivos de Gomes à frente da Larm. Entretanto, o maior investimento de Caravaggio e Metropolitano pode frear a ideia. “As duas equipes se estruturaram e se prepararam para isso. As outras equipes estão bem abaixo. O grande problema é esse desnível. Vamos buscar, junto aos clubes, equacionar algo para que a gente possa fazer que o campeonato seja mais competitivo e mais atraente”, enfatizou.

Uma reforma na sede da Larm também está no alvo do mandatário. Ele buscará auxilio das entidades públicas para realizar as obras. “Protocolamos uma reunião para quinta-feira que vem com o prefeito Clésio Salvaro. Depois, falaremos com o presidente da Amrec, que é o próprio Salvaro. Vamos tentar os recursos para a reforma via Amrec. A ideia é dar uma repaginada, remodelada, principalmente a estrutura física que está com o telhado comprometido. Então, vamos precisar a viabilidade de recursos”, finalizou.

Saída com emoção e dever cumprido

Não faltaram lágrimas na despedida de Emerson Lodetti. Quando fechar a porta da entidade, no dia 28 de fevereiro, ele encerrará uma história de mais de 20 anos de envolvimento com a Larm. O agora ex-presidente assumirá como vice-presidente da Federação Catarinense de Futebol, mas fez questão de lembrar a história que envolve desde o pai, Waldir Lodetti. “Hoje, o coração já está batendo um pouco mais forte, mas nada é para sempre. Um dia isso iria acontecer: eu teria que sair da entidade, pois ela não pertence à família. Nunca pertenceu. Mas, mais de 20 anos aqui dentro, não são dois dias. Espero ter o trabalho reconhecido e acredito que isso já aconteceu. Vou torcer para que a entidade vá bem e se mantenha forte”, comentou. Durante o discurso de encerramento, Emerson lembrou do pai e não conteve a emoção. “Ele está vendo que é a hora certa para eu sair. Ele sabe”, falou, aos prantos.

Lodetti garante ter a consciência tranquila e o sentimento de dever cumprido. “Fizemos o que poderia ser feito dentro das condições que tínhamos. A dedicação frente à entidade foi acima de qualquer razão. Se fosse pela razão, eu já teria saído ou pedido renúncia há muito tempo. Então, saio com a consciência limpa e com o sentimento de dever cumprido”, destacou.

Um sonho, Emerson deixou para trás: poder remunerar os clubes, ao invés de receber dinheiro deles. “Meu sonho era esse: ter um patrocínio muito forte, onde não se pagasse arbitragem, inscrições e que os times recebessem valores por etapas que avançassem no campeonato. Infelizmente, isso não aconteceu. É difícil buscar investimento, mas tentamos. Tivemos ideias que não vingaram, mas pode ser que a nova diretoria consiga”, finalizou.

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