Com protesto, Próspera perde mais uma

Equipe encerra a Série B Catarinense de forma melancólica, ao perder, em casa, para o Fluminense, de Joinville, por 2 a 0. Torcida pede saída do técnico

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Tiago Monte

Criciúma

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A campanha do Time da Raça, na Série B Catarinense, terminou da pior forma possível: derrota por 2 a 0 para o Fluminense, de Joinville, na tarde de ontem, no Mário Balsini. Na etapa final, o Próspera levou dois gols em dois minutos: Roberto, aos 30, e Wesley, aos 31 minutos, deram números finais à partida. Desta forma, o Próspera termina o campeonato acima apenas do Blumenau, que foi eliminado da competição. Nos últimos 10 jogos foram quatro empates e seis derrotas. “O que a gente queria era ganhar, para encerrar bem a temporada, mas, infelizmente, não deu. Nossa dificuldade era muito grande, em termos de jogadores: tínhamos poucos atletas à disposição e a maioria com 15 ou 16 anos, idade de juvenil. Assim fica difícil. Pegamos um time bem estruturado, com jogadores que já rodaram bastante e dificultou. Tivemos chances de sair na frente, mas, mais uma vez, não conseguimos fazer o gol e eles aproveitaram a chance que tiveram”, comentou o técnico Luiz Paulo Bugre.

Os pouco mais de 50 torcedores que estiveram no estádio protestaram de forma veemente e pediram a saída do técnico. Com palavras de ordem e até palavrões, os torcedores diziam para o comandante que “o Próspera não precisa de você”. “A gente sabe que o torcedor é assim: enquanto você está ganhando, é o melhor. Se você perde, é o pior. Eu estou acostumado com isso, sou um cara experiente e não me preocupo com isso. O importante é confiar no próprio trabalho e eu confio em mim. Sei que posso ajudar muito o clube, mas vai depender deles (dirigentes) também”, pontua Bugre.

O técnico adverte que o Próspera precisa melhorar a estrutura do futebol se quiser buscar o acesso. “Eu entendo o lado do torcedor: eles queriam que nós tivéssemos subido, mas não adianta o acesso sem estrutura para se manter. Precisamos de ‘pés no chão’, uma estrutura melhor, para que, no ano que vem, se faça uma campanha melhor com um grupo melhor. Esse campeonato é muito difícil: se você não tiver um grupo, não tem chances. Não bastam apenas 11 jogadores e, infelizmente, a gente não tinha isso”, ressalta o técnico.

Bugre ainda não sabe se fica no Próspera, mas ele acredita que ajudou o clube nesta temporada. “Eu ainda não pensei porque é tudo muito recente. Eu trabalhei para ajudar o clube e acredito que fiz a minha parte. Em termos de jogadores, eu trouxe três ou quatro que hoje são do clube. Eles podem crescer e ajudar o Próspera. O clube tem tudo para crescer também e fazer caixa para o ano que vem”, finalizou.

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