Araranguá: risco de fechamento de escola discutido em audiência

Instituição de ensino localizada no bairro Barranca está há três anos sem abrir novas turmas e teme encerramento da atividade. Reunião promovida pela Câmara ocorre na noite desta terça-feira, 20

Foto: Divulgação/Câmara de Vereadores
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Araranguá

Uma medida adotada pela Secretaria de Estado da Educação (SED) desde 2017 tem provocado transtornos à comunidade escolar do bairro Barranca, em Araranguá. Há três anos, a Escola de Educação Básica (EEB) Professora Otília da Silva Berti não abre novas turmas, por não atingir o número mínimo de alunos, estipulado em 20. Como o entrave gera preocupação aos moradores da localidade, o assunto será discutido em uma audiência pública na noite desta terça-feira, 20.

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Conforme a diretora da instituição de ensino, Cristiane Bernardo de Oliveira, a limitação na oferta de vagas gera o risco, até mesmo, do fechamento da escola. “Desde 2017, o Estado condicionou a abertura de turmas a partir de 20 alunos. Mas o pré-levantamento não alcançou esse número. Então em 2017 não tivemos novas turmas e em 2018 e 2019 também não. Ou seja, hoje não temos mais primeiro, segundo e terceiro anos”, detalha a diretora.

Como é neste período do ano que a SED costuma fazer o diagnóstico do Plano de Ofertas Educacionais (POE), a mobilização da comunidade escolar se intensifica para que a secretaria disponibilize vagas de anos iniciais na EEB. “Como o bairro é pequeno, em torno de mil pessoas moram aqui, as turmas de alunos sempre foram pequenas. Elas têm sempre, no máximo, 18 alunos. Só que desde que o Estado não aceitou mais, temos esse problema”, reforça Cristiane.

A ata da audiência pública desta terça-feira também será encaminhada à SED, para reforçar o pedido dos moradores do bairro.

Situação de risco em discussão

A audiência marcada para iniciar às 19h, na sede da escola, também discutirá outras demandas do bairro. Realizada por meio da Câmara de Vereadores, a reunião abordará ainda sobre a Situação de Risco da localidade, determinada pela Defesa Civil após constantes alagamentos nessa área de Araranguá.

Localizado às margens do Rio Araranguá, o bairro sofria com constantes alagamentos e enchentes, o que motivou essa determinação da Defesa Civil. Porém, os moradores reforçam que há mais de dez anos esse tipo de ocorrência não é registrado e que a nomenclatura impede a população de aderir a programas habitacionais ou financiamentos. “Como algumas providências foram tomadas há alguns anos para evitar as cheias e não se registra mais enchentes, seria importante que isso fosse mudado, o que ajudaria, inclusive, a desenvolver o bairro”, comenta o presidente do Legislativo Municipal, Daniel Viriato Afonso.

Confira mais detalhes na edição desta terça-feira, 20, do jornal Tribuna de Notícias. 

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Em: Araranguá

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