Abraço em prol da Escola Marechal Rondon

Comunidade escolar realiza ato como forma de protesto à municipalização da instituição em Criciúma. Estado garante que qualidade do serviço não será afetada

Foto: Lucas Colombo/TN
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Criciúma

Bradando “Aha, uhu, o Marechal é nosso”, alunos e professores da Escola de Educação Fundamental (EEF) Marechal Rondon, em Criciúma, realizaram na tarde desta terça-feira, 22, um abraço simbólico na instituição de ensino. O ato, no bairro Santa Catarina, foi uma forma de protesto da comunidade escolar ao processo de municipalização do local. A partir de 2020, a entidade deixará de ser responsabilidade do Estado, passando para a Prefeitura.

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Conforme os professores que integraram a manifestação, a comunidade não quer essa transferência, alegando que há alternativas para o local. “Uma preocupação em relação a isso é que o Estado passa o prédio ao Município, mas em nenhum momento garante a permanência da escola. Então nossa preocupação é com esses 150 alunos, já que não se sabe de que forma eles vão ser atendidos”, expõe o docente Luan Varnier.

Segundo ele, o anúncio sobre a municipalização ocorreu na última semana, em assembleia, surpreendendo pais e professores. O motivo citado para a transferência é a diminuição do número de matrículas. “Sempre alegam que não temos demanda, só que a responsabilidade não é apenas da escola. O próprio Estado não dá uma alternativa para trazer mais alunos para cá”, acrescenta Varnier.

Explicações por parte do Estado

As informações da Coordenação Regional de Educação (CRE) é que essa municipalização já é tratada há quase cinco anos. “Desde 2015 ela está no POE (Plano de Oferta Educacional), pois o número de matrículas está decrescendo muito. Foram feitas conversas para que a escola apresentasse um projeto de matrículas e de ações, para a manutenção dos alunos existentes e para que fosse possível reverter esse quadro”, ressalta a coordenadora regional de Educação em Criciúma, Ronisi Guimarães.

Segundo ela, a última conversa ocorreu em setembro, sobre a previsão de matrículas para 2020. “E eles nos informaram que seria inferior a 2019. Então, em respeito aos recursos públicos e à história da escola, para ela não fechar, a partir do próximo ano será feita essa mudança. Assim, a Marechal Rondon vai continuar com a oferta de turmas, que serão ainda ampliadas”, explica.

Confira a reportagem completa na edição desta quarta-feira, 23, do jornal Tribuna de Notícias. 

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Em: Criciúma

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