Modernização do parque térmico trará impulso ao carvão

Garantias dadas pelo Governo Federal animam o setor que espera grandes resultados para 2020. Participação nos leilões também é outra boa notícia

Foto: Tiago Monte/TN
- PUBLICIDADE -

 

Marciano Bortolin

- PUBLICIDADE -

Criciúma

 

Um ano positivo na construção de políticas estruturadas para o carvão. Assim, o presidente da Associação Brasileira do Carvão Mineral (ABCM), Fernando Zancan avalia 2019 com relação ao setor carbonífero.

Ele salienta que o fato mais importante é que o Governo do presidente da República Jair Balsonaro “não ter nenhum estigma” com relação ao mineral e garantir a sua participação em todos os leilões durante os quatro anos de mandato. E o primeiro ocorre já em abril do próximo ano.

Outra garantia dada que motiva o ramo é o lançamento de um Programa de Modernização do Parque Térmico Brasileiro. “Esta foi a grande notícia do ano, mas não saiu ainda porquê tem que entender como vai fazer, como vai lançar este programa, como vai ser, mas a decisão política de fazer o programa foi tomada”, comenta.

O presidente da ABCM explica que o programa permitirá a substituição de 900 megawatts existentes. “São 900 megawatts novos para Santa Catarina e mais 900 megawatts para o Rio Grande do Sul, o que representaria retorno de R$ 1,5 bilhão a R$ 1,8 bilhão para o nosso estado”, explica Zancan, acrescentando que a intenção é a construção de mais duas usinas que se somam à Usina Termelétrica Sul Catarinense (Usitesc), de Treviso. “Com isso, traremos para cá o conceito de usar o ‘desempacto’ ambiental junto com a mineração de carvão. Precisamos desenvolver outros projetos e fazer um trabalho de engenharia para desenvolvê-los. Não adianta ter um programa se não tem o projeto. Hoje temos apenas a Usitesc. Temos que fazer mais”, fala.

Para dar celeridade ao programa, Zancan diz que no dia 6 de janeiro já estará no Ministério de Minas e Energia, em Brasília, para participar dos debates, acreditando que no primeiro trimestre já deve ser publicado um decreto presidencial autorizando a iniciativa.

A Região Sul catarinense produz em torno de 200 mil toneladas de carvão produzidas por ano e a visita do ministro de Minas Energia, Bento Albuquerque à região em maio também é citada por Zancan como importante e que dá impulso ao ramo. “Foi um ano bom para o carvão. Em termos de produção foi normal, não caiu, nem avançou. Foi idêntico a 2018 e vai ser igual em 2020. O mais importante foram as políticas apresentadas”, cita.

Ano de pé na estrada

Com as garantias, Zancan afirma que 2020 será um ano de “pé na estrada” na busca de investidores e acredita que as garantias dadas facilitará o interesse de empresários do país e estrangeiros. “Tudo isso vai levar a um ano de muito trabalho na busca por investidores internacionais. O investidor quer regra clara e em alguns momentos o carvão estava no leilão, outros não. E este governo deixou claro que o carvão vai participar de todos os leilões. A previsão é de pé estrada indo para a Ásia, Estados Unidos em busca de investidores. Desde 2013 queríamos fazer o programa de modernização, a Dilma Rousseff (ex-presidente) tirou do leilão (o carvão). Este ano tivemos uma usina térmica de 355 megawatts que entrou em funcionamento no Rio Grande do Sul. foi uma conquista do trabalho de 2013 e 2014 que agora se realiza”, relata.

Principal fonte de energia

Zancan ainda cita as previsões que apontam que o carvão será, até 2040, o combustível que mais gera energia elétrica no mundo. “Isso isoladamente falando, porque temos as energias renováveis. Em Criciúma estamos com o projeto piloto de captura de CO2 e em fevereiro devemos ter um resultado mais firme. É um projeto desenvolvido na Satc que virou referência nacional”, finaliza.

-- PUBLICIDADE --
Compartilhar
Por: Marciano Bortolin
Em: Criciúma

NOTA: O TN Sul não se responsabiliza por qualquer comentário postado, certo de que o comentário é a expressão final do titular da conta no Facebook e inteiramente responsável por qualquer ato, expressões, ações e palavras demonstrados neste local. Qualquer processo judicial é de inteira responsabilidade do comentador.