À espera do 13º salário

Benefício promete ser um alívio no bolso de muitos trabalhadores brasileiros

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Criciúma

Quitar as dívidas, comprar aquilo que está há meses desejando ou guardar o dinheiro? É a dúvida de milhões de trabalhadores que aguardam o pagamento do 13º salário, benefício concedido no Brasil desde 1962. Quem tem direito a receber a gratificação são empregados com carteira assinada, aposentados e pensionistas do INSS. Estão incluídos trabalhadores domésticos, urbanos, rurais e avulsos.

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O economista Alcides Goularti Filho alerta e dá dicas para gastar bem esse benefício. “Primeiro, é melhor pagar as dívidas que estão atrasadas para se livrar dos juros. Depois pode pensar nas coisas que tem planejado comprar a um tempo. É bom focar nos bens de consumo mais baratos porque dificilmente dá pra investir em uma casa, carro ou fazer uma grande viagem com o 13º”, orienta Goularti.

De acordo com o economista, o recurso não afeta diretamente a indústria e sim o comércio, especialmente os bens de consumo semiduráveis, como roupas e sapatos. O setor de bens duráveis, móveis e eletrodomésticos, também sente o reflexo do benefício, mas de maneira mais leve. “Nos últimos três anos, a economia do país vem crescendo gradativamente. Aproximadamente 1% por ano. O pagamento do 13ª representa apenas um suspiro para o Brasil”, afirma.

Para a coordenadora de marketing da CDL de Criciúma, Lúcia Búrigo, a expectativa é sempre positiva quando se trata de recursos entrando no mercado. “Se tem dinheiro circulando, tem chance das pessoas começarem a pagar as dívidas e pensando adquirir novos produtos. A gente imagina que com o pagamento, algumas pessoas antecipem suas compras de Natal”. Ainda segundo Lúcia, o setor de varejo é o mais beneficiado nessa época do ano.

Conforme nota divulgada pelo Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Socioeconômicos (Dieese), mais de R$ 210 milhões devem serão injetados na economia brasileira até dezembro desse ano. Aproximadamente, 81 milhões de trabalhadores receberão o benefício.

Como funciona o pagamento

Segundo o Tribunal Superior do Trabalho (TST), os empregadores devem pagar a primeira parcela até 30 de novembro e a segunda até 20 de dezembro. Para calcular o valor que deverá ser recebido deve-se dividir o salário integral por 12 e multiplicar o resultado conforme o número de meses trabalhados. Ainda devem ser contados as horas extras e outros valores adicionais, como a insalubridade.

 

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Por: Marciano Bortolin
Em: Criciúma

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