Empresas juniores: aliando teoria e prática

Foto: Lucas Colombo/TN
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Marciano Bortolin

Criciúma

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Celeiro de novos negócios, as empresas juniores fomentam cada vez mais o empreendedorismo dentro das universidades, através da capacitação de jovens, possibilitando a entrada no mercado de trabalho com mais experiência. Um destes casos é do mestrando e pesquisador Yuri Borba Vefago, que passou a se envolver com o Movimento Empresa Júnior (MEJ) com a intenção de complementar o ensino teórico com a experiência prática, levando consultoria para micro e pequenas empresas da região de Criciúma, permitindo assim, o alcance da universidade junto ao mercado. “Esta experiência foi muito significativa para mim, contribuindo positivamente durante toda a minha formação enquanto graduando do curso de Administração da Unesc, tanto em aspectos pessoais como profissionais, inclusive, influenciando no direcionamento de minhas pesquisas durante o mestrado”, revela.

Devido a toda esta expansão, a Federação do Comércio de Santa Catarina (Fecomércio/SC), em parceria com a Federação de Empresas Juniores (Fejesc), desenvolveu a primeira pesquisa do segmento no Estado para conhecer as características, demandas e expectativas dos estudantes que fazem parte das organizações. Regulamentadas por lei desde 2016, as EJs são administradas pelos próprios graduandos sob supervisão de professores e oferecem produtos e serviços de diferentes áreas com preços competitivos.

O levantamento traz o perfil, percepção sobre o mercado de trabalho, atributos, dificuldades enfrentadas, entre outras informações. Os dados apontam que realização, propósito e inspiração estão entre as prioridades da nova geração de profissionais. Trabalhar com projetos que consideram significativos (57,8%) é uma das principais motivações. “A empresa júnior foi uma excelente oportunidade para a experimentação dos conhecimentos adquiridos em sala de aula na prática, o que possibilitou o enfrentamento de muitos desafios e trocas de experiência, que contribuíram para um ganho acadêmico, pessoal e profissional”, salienta Vefago, acrescentando que as Micro e Pequenas Empresas (MPEs) têm uma grande participação e são relevantes para a economia brasileira, empregando parte significativa da mão de obra formal do Brasil. “A falta de uma gestão adequada apresenta-se, muitas vezes, como uma grande barreira para essas organizações, que encontram nas empresas juniores uma oportunidade de se beneficiar com soluções de qualidade como serviços de consultoria, com orientação de professores e com um preço acessível”, diz.

Atualmente, Santa Catarina conta com cerca de 40 empresas neste formato, com atuação de mais de 600 empresários juniores. “A experiência nessas empresas ajuda a turbinar o currículo profissional durante a graduação, proporcionando o desenvolvimento de competências muito valorizadas pelo mercado, como liderança, facilidade de resolução de conflitos, capacidade de trabalho em equipe”, o presidente da Fecomércio/SC, Bruno Breithaupt.

Quase 90% desses exemplares da “Geração Z” querem experimentar novos modelos de negócios, mas encontram um cenário desafiador pela frente, como a falta de vagas de trabalho (13,5%) e de reconhecimento (10,4%). “Atualmente estou em uma fase decisiva em meu mestrado, com uma grande dedicação em minha dissertação e em projetos junto ao Laboratório ao qual faço parte. Ainda assim, tenho como um grande objetivo a continuidade de meus estudos, com a entrada no Doutorado, visando a continuidade da pesquisa que estou desenvolvendo atualmente”, completa Vefago.

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Por: Marciano Bortolin
Em: Criciúma

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