Ampliação das exportações resultam em preços elevados

Alta demanda comercializada com a China deixa carnes mais salgadas. Consumidores já sentem o reflexo na região

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Marciano Bortolin

Criciúma

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Exportações são sempre vistas com bons olhos. Ultrapassar fronteiras, levar produtos do Brasil mundo afora, divulgar o país em todos os cantos e, de quebra, faturar com isso. Porém, uma comercialização em comum está preocupando e dando dor de cabeça aos consumidores não só da região, mas de Santa Catarina e de todo o Brasil: a exportação de proteína para a China.

O país da Ásia elevou a quantidade de proteína importada após o início do surgimento de casos de Peste Suína Africana (PSA), em agosto de 2018. Com a necessidade de elevar esta demanda, o Brasil, 4º maior produtor de suínos do mundo, entrou na mira dos chineses. O resultado: crescimento de 38% da quantidade exportada de janeiro a outubro deste ano na comparação com o mesmo período de 2018, e preços elevando nas gôndolas dos supermercados brasileiros.

Santa Catarina, maior produtor de suínos do país também vê os reflexos: 139 mil toneladas exportadas para o país chinês nos dez primeiros meses de 2019, uma elevação de 46,3% na quantidade de 66,2% no valor. “Além de abater os suínos do país, também há o sacrifício de animais dos arredores na busca por isolar a doença. Esta ação resultou na diminuição de 25% a 30% do rebanho no país que era responsável por metade da produção de suínos do mundo. Na busca por suprir esta falta, a China elevou as importações e a carne produzida no Brasil é um dos principais focos”, explica o analista de socioeconomia do Centro de Socioeconomia e Planejamento Agrícola (Cepa), Alexandre Giehl.

No total, de janeiro a outubro de 2019, o Brasil elevou em 12% a quantidade exportada, mesmo número do aumento do valor comercializado com o exterior na comparação com o mesmo período de 2018. Em Santa Catarina, estes valores ficaram em 14% (quantidade) e 26 (valor). “No estado, que é responsável por 26% da produção nacional, são abatidos por ano 12 a 13 milhões de suínos abatidos”, comenta Giehl.

A China responde a 45% das exportações de suínos de Santa Catarina. Somando Hong Kong, este número chega a 57%. “Estes números mostram a importância da exportação, mas este aumento, aliado ao preço médio internacional, acaba elevando o valor aqui. O reajuste não chega em sua totalidade aos consumidores porque o mercado não está tão aquecido”, enfatiza.

*A reportagem completa você confere no TN desta quinta-feira, dia 28.

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Por: Marciano Bortolin
Em: Criciúma

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