A segurança de volta à escola

Alunos da escola Natálio Vassoler participam do programa Fibra Jovem. Iniciativa, em parceria com a PM busca melhorias na escola no lado social e disciplinar

Fotos: Divulgação
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Lucas Renan Domingos

Forquilhinha 

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Depois do Programa Estudante Cidadão, já funcionando em diferentes escolas da região, um novo projeto de ação preventiva está em andamento na cidade de Forquilhinha, trata-se do Fibra Jovem. A iniciativa, implantada na Escola Estadual Natálio Vassoler consiste em uma parceria entre a comunidade escolar, a Polícia Militar (PM) e a sociedade civil, buscando melhorias na escola com foco no lado social e disciplinar.

O projeto, explica Nisete Nuernberg Manica, diretora da escola, surgiu de uma necessidade de maior segurança nas proximidades do colégio. “Nas redondezas estava acontecendo situações desagradáveis. Notamos a presença de pessoas tentando levar nossos alunos para um caminho errado e resolvemos procurar ajuda”, contou.

A escola procurou pelo presidente da Câmara de Vereadores de Forquilhinha, Maciel Da Soler, que entrou em contato com a PM para entrar encontrar uma solução. “Eles então passaram a montar um projeto e acabou saindo o Fibra Jovem. Iniciamos as atividades no dia 2 de setembro e, em um mês, os resultados tem sido incríveis. Nossos alunos estão transformados positivamente. E também temos um policial o dia inteiro dentro da escola, o que nos dá maior segurança”, salientou a diretora.

Da Soler, acompanhou todas as reuniões e cada passo da implantação do projeto. “Com a realização do projeto aqui dentro da escola, a gente percebeu que precisava fazer mais, até para empoderar os professores de uma forma que eles pudessem dar suas aulas. E isso aconteceu em um tempo muito curto e essa mudança vai refletir, com certeza, no futuro desses estudantes e em um ambiente escolar mais favorável ao ensino”, completou.

O trabalho realizado pelos policiais

E é assim que funciona o projeto. Pela manhã, um policial acompanha as atividades escolares e à tarde outro realiza a mesma função. “Dentro da sala a autoridade continua sendo o professor”, destacou Nisete. Os reflexos obtidos são comemorados pela polícia por conta da situação que a escola se encontrava meses atrás.

“Era realmente complicado. Tivemos a tentativa de crimes sérios em frente ao colégio e pensamos a melhor maneira de agir. Optamos pelo caminho mais difícil, trabalhar a conscientização desses mais de mil alunos. Porque se a gente fizesse ações ostensivas, iria resolver temporariamente. Por isso pensamos em algo mais elaborado e efetivo como tem sido”, comentou o comandante da 6ª Região de Polícia Militar (6ª RPM), coronel Cosme Manique Barreto.

Ele destaca ainda a união de forças como diferencial para que o Fibra Jovem alcançasse o objetivo esperado. “Sem o apoio da escola, não conseguiríamos desenvolver o nosso planejamento. Também contamos com apoio de empresários da cidade, que forneceram bolsa de estudos para alguns alunos, brindes e até tratamento dentário”, acrescentou o coronel.

Os benefícios aos professores

A professora Mislene Schneider Figueiredo Miguel disse que muitos educadores sofreram ameaças dentro da escola. E ela garante que o trabalho dos policiais militares foi de apoio e que eles não interferiram no conteúdo pedagógico da escola. “Nós já tínhamos regras estabelecidas em nosso regimento interno, porém elas não era cumpridas e todos os professores tinham muitas dificuldades de lecionar. Nessas últimas semanas, as coisas mudaram muito e graças a esse assessoramento da PM”, frisou.

Giana Remos, que também é professora, comemora os resultados do projeto Fibra Jovem. “A maioria dos problemas de indisciplina foi resolvido e essa formatura é a revelação da felicidade que escola está sentindo com esse trabalho”, analisou.

O projeto segue na Natálio Vassoler até o dia 20 de dezembro. Inicialmente, a Polícia Militar não teria efetivo para ampliar a ação, mas o comandante afirma que possibilidade pode ser estudada. “De repente pode-se montar uma equipe específica e trabalhar de forma itinerante, visitando uma escola por semestre”, completou.

 

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