Profissionais de segurança recebem apoio emocional

Rede de Proteção à Vida (RPV) realiza trabalho com a Polícia Civil e agentes da Penitenciária Feminina

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As estatísticas mostram números reflexivos. A maior causa de mortes entre os profissionais de segurança não é por confronto. É pelo suicídio. É uma categoria que está exposta a uma rotina difícil que reflete em transtornos psicológicos. A 13ª edição do Anuário Brasileiro de Segurança Pública aponta que 75% dos casos de mortes de policiais não ocorreram durante operações. O suicídio se tornou uma situação grave. Neste ano o 19º Batalhão da Polícia Militar no Vale do Araranguá fez um trabalho junto a Rede de Proteção à Vida (RPV), depois foi a vez do 9º Batalhão de Polícia Militar atingir toda a corporação em Criciúma. Novembro é o mês de serem realizadas ações junto a Polícia Civil de Criciúma e a Penitenciária Feminina.

Ao longo do mês de novembro, integrantes da Rede de Proteção à Vida (RPV) desenvolvem encontros semanais com os profissionais da segurança que foram divididos em escala, tanto na Polícia Civil que findou os trabalhos na última semana, quanto na Penitenciária feminina.

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O ciclo de palestras possui objetivo de promover a reflexão e o bem estar emocional dos profissionais de segurança. Todos os policiais civis integrantes da Delegacia Regional de Criciúma participaram de um encontro, fruto da sensibilidade do delegado regional Vitor Bianco Junior, que viu a necessidade de estender este olhar aos policiais. Realizaram as atividades da RPV na Polícia Civil o palestrante Jefferson Sotero, as psicólogas Geisa Rosso e Marcia Helena Pereira Fedalto, o policial civil Almir Fernandes de Souza e o músico Paulo Araújo.

A diretora da Penitenciária feminina, Bárbara Santos de Souza, também organizou grupos de profissionais a fim de todos participarem do momento de reflexão, autoestima e acolhimento. As atividades são desenvolvidas no presídio pelo palestrante Jefferson Sotero e o músico Paulo Araújo. O voluntário Eduardo Schaucoski realizou os registros fotográficos tanto na Civil quanto no presídio.

O desafio de cuidar é grande, tanto que o cuidador também precisa de cuidados. Surge então a atenção ao cuidador da área de segurança pública. A necessidade do cuidado para quem dedica a sua vida a proteger a vida dos outros. A equipe da RPV possui embasamento para trazer à tona o debate em torno da saúde do trabalhador com cuidados a sua saúde mental.

RPV

A Rede de Proteção à Vida (RPV) é um movimento voluntário e cidadão, com foco na valorização da vida e prevenção do suicídio, sem credos, sem partidos. Buscam sensibilizar a sociedade sobre a importância do tema. Fazem parte: Polícias Militar/Civil, ACIC, Assoc. Criciumense para Saúde Mental/Ceres, Serv. de Psicologia Aplicada Esucri/SPAE, Núcleo de Prevenção às Violências e Promoção da Saúde/Nuprevips, SAMU, Compev, Centro de Valorização da Vida – CVV, GASS – Grupo de Apoio aos Sobreviventes do Suicídio, Sociedade de Psicologia de Criciúma, FIESC/Sesi. Acesse o site: www.protecaoavida.com.br, e conheça o trabalho. Seja voluntário. E-mail: contato@protecaoavida.com.br. As redes sociais com informações regionais são o Facebook: facebook/redeabraceumavida/ e o Instagram: @rpv_vida.

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