Orleans: Polícia desencadeia operação contra caça ilegal e desmatamento

Já foram apreendidas mais armas, munições e apitos utilizados para caça, bem como identificados crimes de desmatamento na Mata Atlântica. Uma das armas e algumas munições estava escondida no salão da igreja do Rio Minador.

Foto: Polícia Civil/Divulgação
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A Polícia Civil de Orleans tomou conhecimento, que alguns indivíduos estariam praticando caça ilegal no interior do município de Orleans, utilizando para tanto, de armas ilegais.

Iniciadas as investigações, constatou-se que parte dos suspeitos já haviam sido investigados, no passado, por crimes de caça ilegal e porte ilegal e posse irregular de arma de fogo, sendo alvos de busca e apreensão, onde foram apreendidas armas em suas propriedades em 2012.

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Pela investigação na metade deste ano, “além do que foi constatado na denúncia”, obteve-se informações de que todos os investigados seriam caçadores contumazes.

Ao diligenciar na residência de um dos suspeitos, constatamos que o mesmo possuía aproximadamente 10 cachorros semelhantes aos utilizados para caçar, caracterizando mais um indício de que praticasse caça ilegal na região”.

Também constou que “durante as investigações surgiram informações acerca de mais dois suspeitos, que possuem propriedade na localidade de Rio Minador, onde armas poderiam estar sendo escondidas

Em consulta ao SISP, verificamos que um dos suspeitos já foi investigado por crimes da mesma natureza, no ano de 2011 e 2012, conforme IP 123/2011 e APF 9/2012, juntamente com outro.

Diante dos elementos de prova, requereu-se a busca e apreensão nas propriedades do dos suspeitos C. C. H., 55 anos, J. de O., 32 anos, L. C., 51 anos, R. V., 54 anos, e E. L. N., 38 anos, para se buscar materializar os crimes de posse irregular de arma de fogo, porte ilegal de arma de fogo e dos crimes ambientais. As medidas foram deferidas pelo Poder Judiciário, com parecer favorável do Ministério Público, sendo cumpridos os mandados na tarde do dia 06 de setembro de 2019, pela Polícia Civil, com apoio da Polícia Militar de Orleans e Polícia Militar Ambiental.

Na residência de R. V. foram apreendidos armas de fogo, munições, além de animais silvestres (cutia ou cujá ou um quati) limpos e congelados, rede de caça e vários 12 pássaros silvestres presos em gaiolas. Já na posse dele, dentro do carro, foi encontrada uma espingarda calibre .22 e 13 munições calibre .22. R. foi preso em flagrante pelos crimes de posse irregular de arma de fogo, porte ilegal de arma e dois crimes ambientais, sendo encaminhado para o Presídio Regional de Criciúma.

Na residência de J. de O. foram encontradas 5 pássaros silvestres presos em gaiolas, munições deflagradas calibre 20 e uma mira telescópica 3-9×50. Será instaurado inquérito policial para apurar as condutas de J.

Na residência de E. L. N. foram apreendidas munições calibre .22 e .32 e petrechos para caça, como apitos e armadilha, além de petrechos para recarga de munição. E. foi preso em flagrante pelo crime de posse irregular de arma/munição, sendo arbitrada fiança, a qual foi paga e o autuado posto em liberdade.

Na investigação de caça ilegal se constatou, também, a prática de possíveis crimes contra o meio ambiente, através do desmatamento ilegal (extração de mata nativa: canelas e perobas). Também se constatou que no dia 06 setembro que os suspeitos teriam escondido parte das armas no salão da íngreme da comunidade de Rio Minador. Assim, novas buscas e apreensões foram deferidas pela justiça de Orleans, com aval do Ministério Público, para apurar os crimes de caça ilegal e desmatamento clandestino em área de preservação permanente. Os mandados foram cumpridos na manhã de hoje, 19 de novembro.

Participam da operação Policiais Civis de Orleans e Criciúma, além de Policiais Militares de Orleans, comandados pelo Tenente Arent, além da Famor (Fundação do Meio
Ambiente de Orleans), IGP e SAER.

Já foram apreendidas mais armas, munições e apitos utilizados para caça, bem como identificados crimes de desmatamento na Mata Atlântica.

Uma das armas e algumas munições estava escondida no salão da igreja do Rio Minador.

Ao todo foram 15 policias, perito, engenheira e 5 viaturas empenhadas.

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