Obras da Casan em Criciúma ultrapassam os R$ 60 milhões em investimentos

Trabalhos nas regiões da Grande Próspera e do bairro São Luiz irão atingir quase 45 mil moradores

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Thiago Oliveira
Criciúma

Responsável pelo tratamento de água e esgoto de Criciúma há 45 anos, a Companhia Catarinense de Águas e Saneamento (Casan) viu a relação com o município estremecer. Somente neste ano, casos como a mudança de agência reguladora e a interrupção da cobrança da taxa de lixo levantaram a possibilidade de quebra do contrato, renovado em 2012 para mais 30 anos. Os investimentos da estatal, porém, seguem em andamento.
Entre as diversas obras da Casan em Criciúma, duas se destacam pelo tamanho: o Sistema de Esgotamento Sanitário (SES) da Grande Próspera e a implantação do sistema de esgoto da região do bairro São Luiz. Além disso, está na reta final dos trabalhos da Estação de Tratamento de Esgoto (ETE) da Vila Selinger, e segue a realização de intervenções no Centro.

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Projeto do SES perto do fim

O Sistema de Esgotamento Sanitário (SES) da Grande Próspera é a maior obra que a Casan realiza hoje em Criciúma. Com um investimento de aproximadamente R$ 47 milhões, irá atender cerca de 34 mil pessoas dos bairros Vila Rica, Próspera, Argentina, Brasília, Imigrantes, Ceará, Jardim Maristela, Nossa Senhora da Salete e Morro do Céu.

O projeto prevê a instalação de 92 quilômetros de redes coletoras de esgoto, quase cinco mil ligações domiciliares, seis elevatórias de esgotos e a Estação de Tratamento, que terá capacidade de depurar 50 litros por segundo. “Ali, a gente está em estado bem avançado da obra. Em torno de 90% da rede coletora toda implantada. Temos pendências em algumas estações elevatórias de esgoto, que faltam a execução ainda, o que vai acontecer em dezembro”, explica o chefe do Setor Operacional de Esgoto da Superintendência, Yhago Martins.

O Sistema de Esgotamento Sanitário também aguarda a construção da Estação de Tratamento, na Vila Selinger, onde o esgoto será depurado. Com a obra civil praticamente finalizada, a expectativa da Casan é que esteja tudo pronto até março. “Daqui uns dois meses vamos entrar com toda a urbanização da área e instalação equipamentos. Faltam apenas dois emissários, que a gente tem que executar para finalizar a parte de obra na rede. O emissário de esgoto bruto, que coleta toda a rede e leva para uma estação elevatória, de onde é bombeado à estação. Falta esse emissário, e também executar o emissário final, que sai da estação até o receptor. Mas são obras tranquilas de fazer, é rápido de executar. O mais complicado era a obra civil. Mas está em um ritmo bem acelerado”, adianta Martins.
Para a finalização dos trabalhos, serão utilizadas diversas frentes de trabalho. “O resto é rápido. A instalação dos equipamentos não é demorada. A urbanização vai ser outra frente de trabalho que vai fazer. Vão trabalhar em conjunto. É um serviço rápido. A princípio, a estação deve entrar em funcionamento em março. A partir dali, vamos ter um período de preparação pela empresa que executou a estação. Ela vai iniciar a operação do sistema, vai fazer todos ajustes necessários para a operação, e quando estiver totalmente pronta, vai ser entregue à casan e vamos seguindo com a operação. É uma prática que a gente utiliza na empresa”, completa o responsável.

Trabalhos mais complexos no São Luiz

A segunda maior obra da Casan, é a implantação do Sistema de Esgotamento Sanitário (SES) da região dos bairros São Luiz e Michel. Com investimentos de quase R$ 16 milhões, o projeto irá atender cerca de 10,2 mil moradores.

O projeto, cujo prazo de conclusão vai até o início de 2021, prevê a instalação de 39,8 quilômetros de redes coletoras de esgoto e 2,4 mil ligações domiciliares. Além disso, irá aproveitar a ETE que está em funcionamento desde 2010, onde o esgoto será depurado. “Aquela etapa é uma sub-bacia que já fazia parte do estudo de concepção do sistema de Criciúma e estamos implantando agora. Vamos entrar com toda a estrutura para rede coletora, ligações, estação elevatória. Todas as partes do sistema, exceto a estação de tratamento, que já temos implantada. As obras iniciaram faz uns três meses e vai ser uma obra bem prolongada. O prazo contratual é de 18 meses, e a gente vai tentar ao máximo manter o cronograma. Mas é uma obra muito complicada, porque a gente depende muito da prefeitura, que vai executar uma intervenção na avenida Santos Dumont, e dependemos inteiramente da prefeitura para executar a parte de rede de esgoto na avenida, nas principais vias. A gente necessita que a prefeitura entre com a obra deles, faça toda a drenagem do canal, para posteriormente possamos implantar a rede”, explica Martins.

A Casan vem atuando com quatro frentes de trabalho simultâneas na região. Atualmente, a estatal está nas ruas Líbero Ducione, São Francisco de Paula, Rodrigues Alves e Campos Salles, além de realizar a repavimentação na Sen. Paulo Sarazete. “Queremos deixar essa parte pronta, para quando a prefeitura começar a intervir na Santos Dumont, a gente pegar junto atrás e executando a rede. A ideia é manter esse quantitativo de pessoal até metade de dezembro. E no início de janeiro, a gente aumenta a frente, passa a executar mais redes ao mesmo tempo. E hoje contamos com uma frente exclusiva de pavimentação. Finaliza a rede, conclui a parte de implantação, a equipe já vem e faz a pavimentação nas vias”, conta o chefe do setor operacional. “Estamos fazendo um cronograma bem condensado com a prefeitura. Então a gente conversa bastante com eles. tentamos implantar as ruas que a prefeitura tem mais necessidade para que não atrase a pavimentação. Um cronograma que cause o mínimo de transtorno para a população”, completa.

Intervenções no Centro

No Centro de Criciúma, as equipes seguem realizando intervenções. Ainda nesta semana, devem finalizar a rua Santo Antônio. Na sequência, irão executar a Avenida dos Italianos e a rua Felipe Schimidt. “Temos um cronograma de obras bem apertado no Centro. Ele vai continuar executando por alguns anos. São obras que a prefeitura vem solicitar. Estamos com essa frente de trabalho, que é um contrato à parte. E é uma complementação do sistema que já está implantado. Estamos fazendo essas adequações, implantando essa rede que ficou faltando, demandas da prefeitura, da população. Vamos buscando atender e executar a rede”, revela Martins.

Melhoria na saúde pública

Atualmente, o esgotamento sanitário está em 30% de Criciúma. Com finalização das obras, deve chegar a 45%. “O benefício é ter um saneamento básico aplicado para a população, e que significa uma melhoria considerável na saúde pública, porque não vai ter mais aquela fossa e nem contaminação de solo”, afirma o diretor do Fundo de Saneamento Básico (Funsab) de Criciúma, Luiz Juventino Selva.

Segundo Selva, todo o investimento é realizado pela Casan, e cabe a Prefeitura realizar a fiscalização, para ver se tudo está sendo feito corretamente. “O cronograma é mensalmente repassado pela Casan, com quais ruas que vão ser afetadas por esse serviço, e a prefeitura, através da Secretaria de Infraestrutura, acompanha essa colocação com os nossos engenheiros. Até agora, está tudo dentro do cronograma estabelecido”, explica o diretor do Funsab.

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