Novas vagas previstas para o sistema penitenciário Sul

Em Criciúma, ampliação da Penitenciária Sul e construção de bloco para o regime semiaberto estão no planejamento do Estado. Já Araranguá deve receber nova unidade prisional

Foto: Lucas Colombo/TN
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Criciúma

No mês de julho, o Presídio Regional de Criciúma, no bairro Santa Augusta, atingiu sua superlotação histórica, chegando a receber 1.009 detentos. A unidade, construída para 696 reclusos, continua com número elevado de presidiários. “Estamos oscilando entre 998 e 1.004 presos”, disse a juíza Débora Zanini, titular da Vara de Execuções penais da comarca de Criciúma. O problema pode ser aliviado nos próximos anos. Recentemente, a magistrada recebeu a notícia do desejo da diretoria do Departamento de Administração Prisional (Deap) do Estado de criar mais de 1,3 mil vagas no Sistema Penitenciário Sul.

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A assessoria da Secretaria de Estado da Administração Prisional e Socioeducativa (SAP) confirmou que três obras estão no planejamento. Conforme informou o SAP, as construções estão em fase de pré-projeto. Desta forma, não é possível dar maiores detalhes sobre os investimentos que serão feitos.

Na conversa com o diretor do Deap, a juíza Débora afirmou que há uma previsão de quantas vagas deverão ser criadas. “Aqui em Criciúma, a Penitenciária Sul deve receber uma ampliação para abrigar mais 128 detentos. Em frente à Penitenciária Feminina estão para ser construídos dois blocos com 560 vagas para o semiaberto masculino. Há ainda, em Araranguá, um projeto de uma nova unidade prisional para receber 700 presos”, contou a magistrada.

Previsão de início das obras em 2020

 

Caso os projetos e o processo de licitação corram dentro do período esperado, a expectativa é de que as obras iniciem no próximo ano. “No caso da ampliação da Penitenciária Sul, se começar até o início de 2020, cremos que até julho esteja finalizada. Porque ela é uma construção mais simples. Os blocos em frente a Penitenciária Feminina devem levar um ano ou mais para finalizar e o que vai demorar mais é a unidade de Araranguá, que será mais ampla e totalmente nova”, estipulou Débora.

A estrutura do semiaberto também deverá ter um custo reduzido, acredita a magistrada. “A proposta do Estado é utilizar algumas áreas comuns da Penitenciária Feminina, como cozinha, por exemplo. O alimento pode ser feito na penitenciária e levada para os blocos, gerando economia”, destacou a juíza.

Ela aponta que os investimentos irão solucionar os problemas de superlotação que vem ocorrendo no Presídio Regional de Criciúma. “Estávamos realmente preocupados. Cheguei a cogitar em criar celas com containers para ficar mais simples. Felizmente o Deap já estava encontrando uma solução. Até as obras finalizarem, o presídio de Criciúma vai ficar essa variação, mas o Estado demonstrou sua atenção com a população carcerária. Foi uma resposta positiva”, analisou a magistrada.

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