Lauro Müller: licitação para obras na Serra do Rio do Rastro até o fim do mês

Será realizada a instalação de telas metálicas para conter as rochas em pontos estratégicos, supressão de árvores e limpeza de canaletas e bueiros

- PUBLICIDADE -

Thiago Oliveira
Lauro Müller/Bom Jardim da Serra

Uma das grandes necessidades em infraestrutura tanto no Sul do Estado quanto na região Serrana passa pela SC-390. E após meses de espera, as obras preventivas na rodovia, que faz a ligação entre Orleans, Lauro Müller e Bom Jardim da Serra, atravessando a Serra do Rio do Rastro, estão mais próximas de saírem do papel.

- PUBLICIDADE -

A Secretaria de Estado da Infraestrutura, responsável pela licitação, confirmou que o edital para contratar a empresa que irá realizar os trabalhos deve ir à rua ainda neste mês. “Estamos finalizando a licitação, que deve ser lançada até o fim de setembro. O plano prevê a intervenção ao longo da rodovia SC-390, contemplando 25 pontos críticos que se encontram do perímetro territorial dos municípios de Orleans, Lauro Müller e Bom Jardim da Serra”, destaca em nota.

O Ministério do Desenvolvimento Regional (antigo Ministério da Integração Nacional) aprovou um investimento de R$ 19 milhões para as obras e o dinheiro está nas contas do Estado desde outubro do ano passado. E isso fez com que as lideranças não entendessem a demora no lançamento do edital.

O prefeito de Lauro Müller, Valdir Fontanella (PP), se encontrou com o governador Carlos Moisés no último dia 12 de agosto, e desde então, não teve mais notícias da obra. “Eu falei com o governador quando fui em Florianópolis receber um ônibus para o município e ele só disse que precisávamos conversar sobre a serra. E desde então, estamos com zero notícias. Ele veio, disse que ia lançar o edital e foi embora. Até agora a gente não sabe o que aconteceu. E o dinheiro está na conta do Estado. Tenho até o recibo que a Defesa Civil Federal mandou”, revela Fontanella.

O termo de referência, que servirá como base para o edital, foi elaborado pela Defesa Civil, e descreve ao longo de 542 páginas os trabalhos de engenharia que precisam ser feitos na rodovia. Serão 25 pontos de intervenção. Dois deles na localidade de Pindotiba, em Orleans, e os outros em Lauro Müller, na Serra do Rio do Rastro.

As intervenções para prevenir novas ocorrências e garantir a segurança consistem em ações como a instalação de telas metálicas de alta resistência e estruturas de concreto para conter as rochas em pontos estratégicos (que representam o maior investimento), supressão de árvores e limpeza de canaletas e bueiros para melhorar o escoamento da água da chuva. Os trabalhos levam em conta a preservação da paisagem da Serra.

Desde março à espera

Um dos principais cartões-postais de Santa Catarina e destacada internacionalmente como a estrada mais espetacular do mundo, a SC-390 tem convivido com problemas estruturais. Mas a situação tomou maiores proporções em fevereiro, quando a serra foi interditada após uma vistoria de rotina da Polícia Militar Rodoviária. Uma mureta de proteção apresentou afastamento da pista e o ponto foi isolado.

Em outro local, o desnível do pavimento também chamou a atenção da Defesa Civil e a área recebeu reparo com pavimentação asfáltica. A serra foi reaberta sem a obra na mureta, mas com restrições para caminhões de grande porte, que só foram liberados no mês seguinte.
Em março, o governador, em roteiro pelo Sul do Estado, entregou o termo de referência para as obras preventivas na SC-390. O documento assinado por Moisés permitiu que o Governo de Santa Catarina iniciasse a licitação para a escolha da empresa que irá executar o serviço.

Na ocasião, o governador ainda afirmou que resolver a situação da Serra do Rio do Rastro está entre as prioridades do Governo do Estado desde janeiro. “Precisamos olhar para frente e tratar a Serra com o carinho de que ela precisa. O potencial de toda essa região para o turismo é infindável. Queremos que as pessoas visitem, tenham ótimas experiências e saiam com o desejo de voltar para cá”, afirmou Moisés.

Entre fevereiro de 2018 e a interdição neste ano, foram registradas 12 ocorrências, entre queda e rolamento de blocos rochosos, de árvores, rebaixamento da pista de rolamento e enxurradas. “A gestão dos riscos relacionados a deslizamentos e rolamento de rochas na rodovia é uma necessidade antiga, que com o estudo minucioso e a busca de financiamento para as intervenções necessárias, por parte da Defesa Civil Estadual, começa agora se concretizar”, afirma o secretário da Defesa Civil, João Batista Cordeiro Júnior.

Em julho, a serra voltou a ficar temporariamente interditada, após mais uma queda de barreira. Segundo a Polícia Militar Rodoviária, desde então, não foi registrado nenhum outro incidente. De acordo com a Defesa Civil, a falta de chuva neste período colaborou com a situação.

-- PUBLICIDADE --
Compartilhar

NOTA: O TN Sul não se responsabiliza por qualquer comentário postado, certo de que o comentário é a expressão final do titular da conta no Facebook e inteiramente responsável por qualquer ato, expressões, ações e palavras demonstrados neste local. Qualquer processo judicial é de inteira responsabilidade do comentador.