Jacinto Machado: pulverização por drones pode aumentar produtividade em até 20%

Na região, a Cooperja tomou a iniciativa e, em parceria com a empresa Agrize, inaugurou ontem à tarde a Unidade Piloto de Pulverização com Drone para esta atividade no Departamento Técnico em Jacinto Machado

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Marciano Bortolin
Jacinto Machado

É quase impossível nos dias atuais ficar alheios à tecnologia e aos benefícios que ela proporciona. Esta benfeitorias originadas pela inovação está em todos os setores e não poderia ser diferente na agricultura. Um dos exemplos é a utilização de drones na pulverização, podendo dar um retorno de 15% a 20% no aumento da produtividade podendo, ainda, combater os problemas específicos e ameaças apenas no foco.

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Uma vez diagnosticada alguma situação envolvendo pragas, por exemplo, consegue-se fazer o levantamento, quantificar e qualificar o potencial de destruição dela. Estes aparelhos também podem fazer uma aplicação localizada, sem a necessidade de deslocar um pulverizador no local ou de aplicar em toda a área.

Na região, a Cooperja tomou a iniciativa e, em parceria com a empresa Agrize, inaugurou ontem à tarde a Unidade Piloto de Pulverização com Drone para esta atividade no Departamento Técnico em Jacinto Machado. No local foram feitas demonstrações de voo com explicação dos benefícios da atividade aos agricultores.

A agricultura de precisão com drones se baseia na captura de imagens aéreas de alta precisão, cobrindo centenas de hectares em um único voo, gerando um mapa com uma resolução e precisão muito superior do que as imagens que os satélites fornecem e com menor custo. “Um dos objetivos é trazer um novo conceito de tecnologia de aplicação de defensivos de forma mais efetiva”, comenta o gerente de compra da Cooperja, Diego Paganini, acrescentando que a otimização do custos, dependendo da cultura, vai desde mão de obra até a quantidade de defensivo utilizada. “Os produtores podem contratar a empresa que desenvolveu a tecnologia e um técnico aplica o defensivo. Ainda é um projeto piloto, e tem coisas para serem ajustadas”, fala.

Outro benefício da utilização da nova tecnologia é a redução à exposição do agricultor na aplicação de defensivos, também redução de custos de mão de obra, eliminando os maquinários e todos os custos específicos a ele.

Paganini revela também que diversos produtores já procuraram a Cooperja interessados na utilização dos drones em suas propriedades. “Muitos querem conhecer a tecnologia, alguns, inclusive, com grandes lavouras”, cita.

A empresa Agrize utiliza a tecnologia habilitada por drones, capaz de aumentar a proteção dos cultivos e reduzir as perdas na lavoura. Os equipamentos pulverizam exatamente a área necessária, diminuindo o consumo de insumos e as horas trabalhadas. Em apenas uma hora é possível aplicar em até seis hectares. A técnica garante agilidade e segurança, pois a aplicação dos defensivos agrícolas ocorre de forma remota, não deixando o operador exposto aos venenos. E não são só os agricultores que ganham com a medida. Os consumidores têm menos chance de ingerir alimentos com agrotóxico. “A Cooperja busca mostrar que a tecnologia existe e chegou para ficar. Além desta demonstração de ontem, outras também serão realizadas. Inclusive, nos surpreendeu a participação dos agricultores, pois foram cerca de 300 que passaram uma tarde conosco”, salienta o presidente da Cooperja, Vanir Zanatta.

Ele destaca ainda que outra vantagem é que o drone não agride as lavouras. “Fizemos esta parceria com a empresa Agrize, Epagri, Cidasc porque todos acreditam que podemos levar novas possibilidades para os agricultores e que isso dará um bom resultado para a região”, conclui.

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